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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

2012


Instruções para quem insistir em ver esta podreira:
  • compre um mega pacote de pipoca e coma-o lentamente, para que você tenha com o que se entreter em boa parte dos 165 minutos de... errr... filme;

  • vá acompanhado(a). Se for com namorado(a), será bom para distrair; se for com amigos, será divertido zombar da quantidade de disparates que vocês verão na tela;

  • se estiver com sono, não tem problema. Você poderá tirar vários cochilos, sem perder o fio da meada da... errr... história;

  • só não deixe o celular ligado, afinal, é falta de educação atrapalhar o sono do coleguinha do lado, né?!


Dito isso, vamos ao que não interessa: o filme. Roland Emmerich (O Dia Depois de Amanhã) toma como desculpa uma antiga profecia do calendário dos povos Maias – que diz que o mundo acabará em 2012 – para fazer seu mais novo filme-catástrofe. Mas a tal desculpa sequer é desenvolvida. Só é citada no início do filme. Depois de alguns minutos, tomam conta da tela uma tonelada de efeitos especiais, gente gritando, correndo como baratas-tontas, um bando de personagens burros cometendo atos estúpidos, situações estapafúrdias e frases de efeito sendo proferidas na mesma proporção dos efeitos.

John Cusack é o sujeito bonzinho, escritor fracassado, que tentará salvar a sua pele e a da sua família (filhos, ex-mulher e o marido dela), esbarrando no caminho com personagens grotescos e estereotipados, como o profeta doidão Woody Harrelson (que mais parece um mendigo maconhado) e um ricaço russo arrogante, asqueroso e malvadão, com seus dois filhos mimados (ô, meninos feios. Credo!), uma noiva Magda e seu cachorrinho insuportável e o segurança/piloto do russo, o bonitão do filme (obviamente, não podia faltar, pra poder estampar a capa das revistas Ti-Ti-Ti), que tentará fazer toda esta corja sobreviver, mantendo-os num avião por um terço do filme.

Depois, todos tentarão uma vaguinha numa enorme Arca de Noé modernosa, a única com estrutura capaz de manter-se intacta aos desastres iminentes.

Tudo bem que a expectativa toda com relação a 2012 girava em torno dos efeitos, muito bem vendidos num trailer visualmente atraente. Esqueça isso. Fique só com o trailer, que contém todos os efeitos do filme.

De divertido, só umas animações que o personagem de Woody Harrelson produzia para jogar na internet, como um South Park dirigido por Michael Moore. Algumas outras gargalhadas poderão ser proferidas durante a sessão, só que provocadas pelas cenas absurdamente clichês que brotarão em cada minuto de película, como governantes declarando na tevê que “o pior já passou” ou personagens burros escondendo-se embaixo da mesa para não serem engolidos pela terra que se abre (?). Feito só alcançado por diretores megalomaníacos e desrespeitosos com o público, como Michael Bay e o próprio Emmerich.

Esgotos jorram cocô nas pessoas (isso mesmo, você não leu errado) e Donuts gigantes voam entre os carros. No Rio de Janeiro, a população estapeia-se por comida, enquanto o Cristo Redentor esfarela-se, com a narração televisiva de algum Datena da vida, só que através da Globo News (sim, rola um merchandising). Budas proferem suas lições de vida, escritas por alguém que as fez parecer filosofia de botequim. É um Deus nos acuda, um salve-se quem puder e danem-se os muçulmanos (os únicos a não entrarem na Arca).

Depois de destruir meio mundo, as catástrofes param, veja você, dando espaço para as confabulações do governo e para os Zé-Manés salvadores de si falarem mais um quilo de frases de efeito, declarações de amor e pedidos de desculpas. Nesta parte, você pode dormir e acordar depois de uma meia hora, acordando para assistir o restante dos efeitos grandiosamente vazios.

Roland Emmerich pegou um assunto sério (risos) e fez dele uma tremenda piada (lágrimas). O resultado é uma tragédia.

2012 é, sem dúvida, a maior bomba do ano, em todos os sentidos e proporções.

Na sessão de imprensa, havia um esquema enorme de segurança, celulares e quaisquer outros equipamentos digitais sendo recolhidos na entrada do cinema, tudo para garantir o mistério em relação ao filme e as milhões de verdinhas que com certeza serão arrecadas nas bilheterias. Mas o mistério e a expectativa que tanto rondava o filme, o profeta Fred Burle vos revela: é muito barulho por absolutamente nada.


2012

(idem, EUA, 165 minutos, 2009)

Dir.: Roland Emmerich

Com John Cusack, Woody Harrelson, Amanda Peet

Nota 1,0

15 comentários:

Amanda Aouad disse...

Pô, cansada de filme apocalípticos, mas esse estava interessada em ver pela questão da mitologia Maia, depois do seu texto, sei não... hehehe...

P.S. Fred, muda o endereço do meu blog no seu blogroll, please.

Maria Celina disse...

Cadê a crítica de Famosos?

Minha mãe tá querendo muito ver 2012, comofas? Haha

Rafael Carvalho disse...

Engraçado que por mais que as pessoas falem mal do filme, ainda assim dá vontade de ver. Mas é fato que os filme catástrofe já renderam o que tinham pra render, e é preciso ser muito interessante e no mínimo inovador para ter merecimento hoje em dia. Coisa que esse aí parece não possuir mesmo. Mas também, do Emmerich se espera o que?

Fred Burle disse...

Pois é, Amanda. A mitologia é só pretexto, porque em poucos minutos ela é deixada de lado.

Celina, a crítica do Famosos eu já postei. Diga à sua mãe que o mundo vai acabar, que o cinema vai desabar se ela for assistir o filme!

Rafael, vai por mim: assista só o trailer, que já estará de bom tamanho. Todos os bons efeitos do filme estão nele.

Abraços a todos!

Marcelo Augusto Cetreus disse...

Concordo em gênero com você, apesar de ter sim me divertido. Gostei dos efeitos, mas sim, o filme é uma decepção.

Abraços.

Fred Burle disse...

Nem julgo como decepção, já que nunca espero muita coisa do Roland Emmerich. Acho mais uma enganação, pegar um pretexto e esquecer que ele existe, em prol de um filme vazio, cheio somente de efeitos.
Enfim, pelo menos você se divertiu.
Abraço!

fiuduarte disse...

Apesar de tudo, ainda acho que vou ver o filme. Só para ver o mundo se ferrando de brincadeira sabe. Tô estressado com a faculdade, ai é bom para relaxar. Posso imaginar aquele professor que eu odeio embaixo daquela tsunami. =)
Só espero que não seja sonolento com você disse.

Fred Burle disse...

E aí, Fiu?!
Foi assistir esta bomba?
Afogou seu professor ou dormiu nesta parte? rsrs

Abraço!

fiuduarte disse...

Que bomba hein! Se o filme fosse mais curto seria até divertido. Os efeitos são muito bons e até deu pra divertir imaginando o professor se afogando ou caindo da "arca de Noé". Mas a história é muito lenta e arrastada. Sem falar naquele fundo político tão patriótico que chega a ser engraçado: "-Eu estava errado.
-Sabe quantas vezes eu ouvi isso nessa sala: zero!" Aquela cena na Casa Branca, totalmente desnecessária.

Fred Burle disse...

Pois é, Fiu...
Não foi por falta de aviso! ehehe
Os efeitos bons estão todos no trailer, nem precisava ver por esse motivo!
Adorei a história do professor.

Abraço!

Mari disse...

Nota 1? Foi generoso. hauhauha Posso afirmar sem exageros que esse é um dos piores filmes que já assisti.

Fred Burle disse...

Mari, acho que o trabalho que um filme dá não merece nota 0. Mas talvez um dia eu dê nota zero para algum. Para este, nota 1 foi de bom tamanho! rsrs

Abraço

Anônimo disse...

hahahahahahahahahh que filme fudido!!!!!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

cara sem falar nos efeitos,agora quando vi o trailler fiquei intusiasmado pensando que seria um filme catastrofe sério tudo bem se o roteiro fosse fraco afinal de contas é um filme catastrofe,mas aquelas piadas sem graça dos protagonistas na hora dos desastres vai pro inferno esse diretor desgraçado,se era pra rir eu fiquei é com ódio torcendo pra familia toda morrer na hora do caos,mas que diabos isso era pra ser um filme sério.

Anônimo disse...

2012 é muitoooo bommmm. Entrenimento, diversão. O cinema foi criado para isto.

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