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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Do Começo ao Fim


Desde maio deste ano, um dos vídeos de Do Começo ao Fim, lançado pelo Youtube, teve quase 800 mil visualizações. O filme chamou a atenção da mídia e do público por diversos fatores, mas o principal deles era a história, ousada e pioneira no Brasil.

Filhos da mesma mãe, mas de pais diferentes, Tomás e Francisco foram criados juntos e desde pequenos desenvolveram uma intimidade maior do que o comum entre irmãos. Naturalmente (?), essa relação vai tranformando-se em uma relação incestuosa.

A mim pareceu, desde que li a sinopse e vi o trailer, que o cinema brasileiro estava prestes a lançar uma de suas grandes obras, que inclusive poderia tornar-se um marco no cinema e um filme cultuado nos festivais do mundo todo. O tema é um tabu e a maneira que o filme propagandeava ser conduzido (vide o trailer, de muito bom gosto) apontavam para uma grata surpresa. Não foi exatamente o que aconteceu.

O filme estreou em 27 de novembro, em algumas capitais do país, e chegou a Brasília há duas semanas. As primeiras críticas que li foram bastante negativas, chegando a ser agressivas. Algumas eram mais amenas, mas também não falavam muito bem do filme. Mesmo assim, quis conferir o que fez o diretor Aluísio Abranches (Copo de Cólera; As Três Marias), já que, quando tratamos do tema “homossexualidade”, ainda mais atrelado a um tabu ainda maior (incesto), as opiniões oscilam ainda mais, pela subjetividade formada, de cada espectador.

A “estética Dove” e as interpretações de Telecurso (a criança mais nova é insuportável e as falas são mais próximas do perverso do que do infantil) foram o que mais me incomodaram no começo do filme, mas depois deixei isso de lado e passei a reparar em aspectos piores. A grande falha é tratar de um assunto tão complexo com tanta superficialidade.

Se fosse um filme somente sobre um relacionamento homossexual feliz, seria um grande filme, pois as cenas são delicadas e acompanhadas de uma trilha bonita (de André Abujamra). Mas a partir do momento em que o tema principal não é esse, e sim o incesto, imagina-se que haverá algum conflito, o que condizeria com a realidade.


O que está no filme não é necessariamente ruim. O que faz o filme ruim é o que não está lá: é a falta de conflito (os pais agem normalmente e não passam por um momento sequer de crise ou repúdio) e a falta da fase de mais dúvidas (a adolescência) é esquecida. Ou seja, tudo que pudesse ser mais complicado de desenvolver é jogado para escanteio, como se não existisse. Até quando tudo está prestes a tornar-se complicado e a mãe começa a questionar os filhos, esta é também tirada de campo. Por que? Para não atrapalhar o sossego que era a vida deles? Que cena é aquela, a dos irmãos conversando pela internet? Desnecessária. Que outra cena é aquela do pai conversando com os filhos num restaurante, quando os dois começam a discutir o relacionamento na frente do pai? Haja modernidade neste pai – que aliás ganha uma interpretação apática de Fábio Assunção.

Para piorar a situação, ainda tive que aturar, na minha sessão, a falta de educação do público, que zombava do filme e fazia piadas homofóbicas a todo momento. Senti hipocrisia dos dois lados: da tela e da plateia.

O único ponto positivo é que, mesmo com toda a superficialidade, não foi um programa chato ir assistir o filme. Queria poder dizer que vi um filme maravilhoso, mas nem com muita boa vontade dá para dizer isso.

Trailer:




(idem, Brasil, 100 minutos, 2009)
Dir. Aluísio Abranches
Com Júlia Lemmertz, Fábio Assunção, Rafael Cardoso, João Gabreil Vasconcelos
Nota 5,0


Saiba se o filme está passando na sua cidade!

Promoção: quem quiser concorrer a um par de convites para o filme, deixe um comentário (com e-mail, nome e cidade, no corpo da mensagem), que farei o sorteio no dia 28/12.

12 comentários:

anna k. disse...

annaklacerda@gmail.com / anna karla / brasília

Menino Fred,
Aluízio Abranches e Rafael Cardoso estiveram no programa da Gabi e julguei coerente a opção dele em não ir pelo convencional do conflito. Ele disse que tá na hora do homossexualismo ser visto como 'normal' e que as crises talvez tenham acontecido só que não foram mostradas. Isso me lembrou um livro chamado 'Para Tràs, Para Frente' que analisa Hamlet justamente antes e depois da estória que conhecemos. Nos ensina que coisas aconteceram até aquele momento que se inicia o enredo e que quando termina (para nós) também segue viagem.
O país já é o suficiente homofóbico... O legal é saber que ao menos na ficção as coisas podem acontecer numa boa.

* Se eu for sorteada, assisto ao filme e continuamos a prosa.

Beijo

Amanda Aouad disse...

Anna, permita-me dar a minha opinião ao seu comentário. Está na hora do homossexualismo ser visto como natural, sim. Mas, como Fred disse no texto dele, o problema não é o homossexualismo, e sim, o incesto. Pior do que a cena do restaurante, citada, é a cena do computador, quando o pai diz "essa não é uma conversa para três". Que pai vê dois irmãos namorando e acha natural?

Fred Burle disse...

Anna, a Amanda explicou bem o que eu queria dizer.
Se a ideia era passar a homossexualidade como algo natural, então para que colocar o incesto no meio da história? Esse tema (incesto) quase nunca foi discutido e merecia ter todos os seus problemas retratados. É hipocrisia retratá-lo como natural, sendo que isso não ocorre na vida real.

Agora, preciso fazer uma correção para vocês duas: o sufixo "ismo" é usado para designar doenças, quando referimo-nos à alguma característica humana. Logo, o correto é dizer "homossexualidade" e não "homossexualismo", afinal, isso não é uma doença. "Homossexualismo" implicita certo preconceito e foi muito disseminado por quem acha que ser gay é uma doença. Entendido?

Beijos para as duas!

anna k. disse...

Eu sei do 'ismo', foi um lapso consentido. Por um momento pensei ter lido a palavra e a fiz questão de 'repetir'.
Vamos lá: roteiro com irmãos amantes e gays por si só já causa rebuliço, entendo a decepção. Na verdade todo mundo que assistiu (que eu conheço) não gostou, é um fato. Minha expectativa já é ruim, talvez, justamente por isso, posso me surpreender.
O incesto é mesmo algo delicado, nem consigo cogitar algo parecido, e nem é por preconceito, mas por questões culturais. E o diretor afirma que é apenas uma estória de amor!
Talvez eu esteja analisando a coisa com muito distanciamento, afinal, é cinema! : ) Se fosse caso de família... \0/!

Cristiano Contreiras disse...

Faltou coerência e verossimelhança! faltou naturalidade dos atores mirins, o resto também concordo contigo! inclusive, sua crítica lembra a minha, observamos os mesmos aspectos, quase.

Eu fui, ansioso, mas saí do cinema amplamente frustrado.

abraço!

Fred Burle disse...

Pois é, Cristiano, Eu achava que este seria um dos grandes filmes do cinema nacional e fiquei super decepcionado, pela oportunidade desperdiçada. Darei uma lida na sua crítica.
Abç

Bruno disse...

Sinto-me forçado a discordar frontalmente da crítica apresentada. O filme não levanta nenhuma bandeira de militância, o que era ansiosamente esperado nesses meses em que se teve notícia da iniciativa desta produção. A história, que gerou uma expectativa de levar ao delírio todos aqueles que frequentam as tão vazias salas de cinema cult, foi enfocada de uma maneira sutil (o que considero muito mais útil na socidade atual) onde o roteiro não levou o público a nenhum julgamento moral imediado, e sim contrabalanceado no fato de que relacionamentos são possíveis, baseados no que as pessoas (é isso é exercício do gostar)chamam de amor, respeito, cumplicidade, sei lá, cada um que defina como quiser. A posição da direção em optar por um roteiro sem trajédias nas quais nós brasileiros fomos acostumados no "cinema brasilis" , na minha opinião, reflete uma edução e respeito com o público que foi convidado a relfetir sobre o objeto principal por um viés mais otimista do que o estereótipo homossexual vigente (criado por conjeturas que caberiam em um tratado de sociologia). Enfim, eu gostei do filme porque ele me fez bem e quebrou todas as minhas expectativas de uma história complexa como um rococó! O roteiro é linear, o que desarma o expectador ao imaginar um incesto entre irmãos do mesmo sexo (o contraponto ao peso do incesto entre os dois é a satisfação em estarem juntos e felizes -aos desavisados, sim a felicidade é uma possibilidade), uma fotografia limpa e impecável (bem ao estilo Alair Gomes), a entrega aos personagens é observada desde os atores mais experientes até os noviciatos (nem preciso comentar da Júlia Lemertz) Verossimilhança, francamente, Monteiro Lobato já deu um passo muito mais largo que isso....

Fred Burle disse...

Bruno, achei ótimo o seu comentário, só não compartilho da sua opinião.
Não vou ficar me repetindo, mas fica aí registrada sua opinião, para que outros possam ter uma visão de quem tenha gostado do filme, o que estava difícil acontecer.
Grande abraço!

Anônimo disse...

Adorei o filme!!! Não vi nenhum problema na falta de conflito, pois as pessoas parecem esquecer que o incesto é um tabu culturalmente instituído, a partir da constatação que a falta de variação genética levava a defeitos e má-formação fetal. Para perceber isso na prática (há muito tempo, diga-se de passagem!) pode-se dizer que essa era uma prática comum! Basta olhar a história e ver que isso acontece há mais de cinco mil anos! E no caso do relacionamento homossexual, o risco para a reprodução é nulo, portanto fica claro que a objeção gerada pelo assunto vem exclusivamente do pré-conceito do observador.
Força para o amor!!!

Fred Burle disse...

Anônimo, pena que você não se identificou, senão eu responderia o seu comentário. Mas a última coisa que pode haver neste "observador" que vos escreve é o pré-conceito a que você se refere.

Atenciosamente;

Fred Burle

Camila Ventura disse...

Oi Fred,
Nossa eu vi o filme hoje e estou sem fôlego, de novo, da sua crítica e dos comentários... Já virou mania minha ver um filme e correr para ver a sua crítica, não gosto de ler suas críticas antes porque se não eu vou condicionada ao filme!
Bom....Eu gostei do filme! Claro que eu senti falta de conflitos e me deixou meio agoniada a extrema naturalidade, porque eu sei que isso é muito difícil na vida real...mas...Será que é impossível?
No decorrer do filme eu, em alguns momentos esqueci que os personagens eram irmãos porque o amor mostrado é tão intenso que é bonito de ver... Simples assim!
Na verdade fiquei me perguntando, o quanto ser irmãos, não os ajudou quanto a sociedade, porque as pessoas não têm o costume de achar estranho irmãos carinhosos, mesmo se forem do mesmo sexo. Quanto à família, ta, aí fica uma pulga atrás da orelha quanto a falta de conflitos, mas ao mesmo tempo, temos que lembrar de como é essa família, que desde o inicio se mostra, deixando que eles (enquanto crianças) se entendessem e descobrissem por si. É importante lembrar também que (pelo menos pelo que eu entendi) que eles esperam a mãe falecer para se despir um para o outro... Eu achei aquela cena fantástica, para mim ali não estavam saindo somente às roupas, mas estava sendo deixado de lado os alicerces sociais que os mantinham separados.
No momento em que os dois dialogando falam porque se amam (porque você poderia amar à qualquer um e ME ama) e quando eles admitem que ninguém vai conseguir entender o amor deles, me pareceu que essas falas no contexto em que estavam e como foram faladas, precisam de um certo amadurecimento, por isso entendi que até chegarem ali, muita coisa de fato aconteceu. (Mas não vi o corte dessas coisas como uma agressão ao filme, pelo contrário!)
Já está passando da hora de se fazer filmes tratando "tabus" com naturalidade e concordo com o anônimo que TALVEZ a nossa exigência por conflitos seja por não acreditarmos em não preconceitos! Simplesmente é difícil DEMAIS para nós acreditar que um pai possa agir daquela forma (companheira e compreensiva) o tempo todo e mesmo em uma situação como aquela. Enfim, eu me pergunto de novo, será mesmo impossível?
Gostei do filme porque me fez questionar isso, a possibilidade de em um futuro próximo ou em algum lugar no tempo e no espaço, isso, essa naturalidade, se torne possível. É claro que eu daria uma péssima crítica, pois me deixo levar pelo filme (sempre), deixo com que o filme me faça sentir... E o que esse filme me fez sentir foi bom, foi sutil, foi leve... Dando uma balanceada nos prós e contras do seu rol de comentários, fica mais esse positivo!
E já que estou aqui, mais uma vez, mesmo discordando de você em partes, adorei sua crítica. Beijos!

Fred Burle disse...

Oi, Camila!
Finalmente vou te responder, porque agora tive tempo de ler tudo com calma.
O filme não me deixou mal, pelo contrário, também senti coisas boas em vários momentos, mas um filme precisa de conflitos, para que os dois lados da moeda se mostrem. Nada impedia que houvesse algum conflito, mas vindos de fatores externos e não entre eles e a família, porque, neste sentido, eu também acredito que possa ser possível ser absolutamente natural, mesmo achando pouco provável que isso aconteça no caso de dois irmãos.
Acho que, só pela tentativa, o filme tem seu valor. Só que com uma ideia desta (tão boa e corajosa), o roteiro ficou bem aquém do possível, assim como a direção.

Beijos!

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