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quarta-feira, 10 de junho de 2009

A Partida (Okuribito)

Alguém, por favor, grite ao público brasileiro que esse filme existe? Não entendo o que Paris Filmes (a distribuidora) fez com A Partida. Essa obra japonesa ganhou, merecidamente, mais de 30 prêmios, inclusive o Oscar de melhor filme estrangeiro desse ano, fez sucesso mundo afora, mas por aqui ganhou uma estréia tímida (apenas 17 salas no país) e quase sem divulgação.

O filme estreou no dia 05 desse mês, não teve uma bilheteria muito boa e já corre o risco de sair de cartaz. Portanto, antes de começar a crítica, faço um apelo: corra para vê-lo, pois trata-se do melhor filme de 2009, até então.

Conta a história de um violoncelista, que mal entrara para a orquestra dos seus sonhos, quando recebe a notícia de que ela será dissolvida. Retorna à sua cidade natal, onde arruma um emprego nada convencional: o de Noukan. Noukans são aqueles que fazem o ritual de acondicionamento dos defuntos, no Japão, preparando-os para o enterro (ou cremação). No início, ele estranha e quase rejeita a função, mas é só conviver um pouco mais com o seu “mestre”, que logo ele muda sua opinião a respeito da profissão. Em cada ritual que faz, ele presencia as mais diversas reações das pessoas diante da morte.

O acondicionamento é um dos rituais mais contemplativos que já vi. Os Noukan (pelo menos os do filme) trabalham com muito respeito aos mortos e sua dedicação só torna o rito ainda mais bonito.

O longa começa de forma descontraída e não-linear, com uma cena inicial que seria trágica, não fosse um “pequeno detalhe” que a torna cômica. Mas, à medida que a relação do novo funcionário com o emprego e com o patrão se torna mais intensa, a trama toma contornos mais dramáticos, desenvolvendo-se muitas cenas emocionantes e embutidas da notada sabedoria japonesa. Numa determinada conversa, o patrão diz: “- Os casais, eventualmente, são separados pela morte. Mas é muito duro ser aquele que fica”. Na verdade, esta fala pode ser aplicada a qualquer tipo de relação afetiva e isso é demonstrando a cada acondicionamento que eles fazem. A imagem de serenidade e frieza que muitos de nós temos dos japoneses, dissolve-se completamente na forma com que alguns parente lidam com a morte.

A trilha sonora é belíssima. A cena na qual o rapaz toca “Ave Maria” no violoncelo é de arrepiar.

Mas há pequeninos pontos fracos, como um certo exagero na expressão corporal do protagonista, que me fez pensar que os japoneses não conseguem conter a interpretação. Parecem presos até hoje às influências do teatro Kabuki. Em certos momentos, o personagem até lembra um mangá. Mas como é algo tão característico deles, acabei por relevar.

Apenas a cena final poderia ter sido melhor preparada. Há uma cena anterior que introduz um detalhe metafórico. Tal introdução ao detalhe deveria ter sido feita muito antes no filme. Um erro de montagem, pois não há nada que explique a colocação da cena naquele momento, tornando a ligação do detalhe com o final um pouco forçada. Mas, como disse, é só um detalhe. O final, na verdade, não tem diálogos e nem precisa. A simbologia fala muito mais do que os personagens seriam capazes e o desfecho dessa cena é lindo.

A Partida trata do tema da morte com um respeito e sensibilidade que pouquíssimas outras vezes pudemos ver.

Se o filme é bom? O patrão diria que sim. Melancolicamente excelente!


Trailer (legendas em inglês):

video


A Partida

(Okuribito/Departures, Japão, 130 min, 2008)

Dir.: Yôjirô Takita

Com Masahiro Motoki, Tsutomu Yamazaki


Nota 9,0

4 comentários:

Pedro Tavares disse...

Gostei muito desse filme, apesar da força de Entre os Muros da Escola, achei merecido o prêmio de melhor filme estrangeiro. Vc concorda?

Fred Burle disse...

Concordo, Pedro.
Pena que não o assisti antes de premiação, senão teria apostado nele e seria o ponto que faltou pra eu ganhar o bolão! ehehe
Entre Les Murs é bom, mas não achei nada extraordinário, a não ser as cenas de sala de aula, que têm uma naturalidade espantosa.
Okuribito é lindo e merece ser visto por muito mais pessoas do que até então, no Brasil.

Abraço!

Rafael Carvalho disse...

É, esse não vai passar nos cinemas de minha cidade nem por força de reza. Vou ter que apelar para métodos mais alternativos. Quando eu vir, te digo o que achei!!

Fred Burle disse...

Dá muita dó ter que apelar para métodos alternativos com um filme que merecia muito seu dinheiro, Rafael.
Mas realmente, não acho que vá passar em Vitória da Conquista. Então, se for para ter acesso à informação, que assim seja. Pelo menos você poderá divulgá-lo no seu blog, para que outras pessoas assistam o filme nos cinemas.
Abraço!

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