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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

À Deriva

Juro que não esperava que À Deriva fosse tão bom quanto foi. A recepção do filme, quando foi exibido em Cannes esse ano, foi boa, mas não lembro de ter lido nada de extraordinário. Logo, minhas expectativas foram apenas de assistir um bom filme. Saí do cinema com a satisfação de ter visto um ótimo filme!

O terceiro longametragem de Heitor Dhalia segue o caminho inverso dos seus outros dois filmes. Enquanto Nina e O Cheiro do Ralo mostravam um lado mais sombrio do ser humano, ora por vias cômicas ora por vias dramáticas (ou não, já que muitos pensam que nem havia “lado humano” naqueles filmes), este aqui foca no amadurecimento de uma personagem, a adolescente Felipa (Laura Neiva). É uma filme de formação, na crucial fase para tal na vida de uma pessoa, afetando positiva ou negativamente o seu caráter.

Felipa está na fase de descobrir-se como mulher, mas ainda cheia de dúvidas. Juntamente com os conflitos internos, a gradativa conscientização dos problemas dos pais e a descoberta de que nem eles são perfeitos como costumava pensar desde criança. Acho que não preciso contar mais sobre a história. Todo mundo (ou quase) já passou por isso.

As locações escolhidas para as filmagens (as praias e casas de Búzios) dão densidade à trama, pois são ambientes facilitadores do afloramento da sexualidade dos jovens e lugar de refúgio de casais em crise, mas que, dependendo do tipo de crise, pode ser um agravante à situação.

Laura Neiva, que foi descoberta pelo Orkut (!), sai-se muito bem em sua estreia como atriz e a dupla Vincent Cassel e Débora Bloch demonstram competência e uma curiosa química, já que os pais que interpretam estão em crise.

O filme é muito bem decupado e os planos usados quase não se repetem, fazendo com que assistir ao filme não seja algo cansativo. A fotografia de Ricardo Della Rosa nos entrega belos momentos, como o plano detalhe dos cabelos da adolescente, esvoaçando ao andar de lancha, como se fossem pequenas labaredas e o travelling paralelo que acompanha uma corrida noturna da menina pela praia, até o seu encontro com o mar. Lindas cenas!

Na primeira metade do filme quase não há trilha sonora, combinando com a dureza das descobertas da filha mais velha e com a frieza do casal, que tenta se equilibrar. Quando as coisas entram na fase conclusiva, entra uma trilha quase contínua, com um piano forte, mas delicado como o estado dos personagens.

À Deriva é um filme cheio de camadas, que vão sendo expostas sutilmente e com sensibilidade, sem a monotonia que muitos aclamaram em um outro filme desse tipo, O Pantâno, de Lucrécia Martel (ô filme chato!).

Dhalia demonstra maturidade e beira a visceralidade com esse drama que deveria orgulhar os brasileiros, mas que por uma péssima divulgação, nem teve/terá chance de chegar ao conhecimento do grande público. Tomara que a boa recepção em Cannes tenha gerado bons frutos e que o filme consiga passar em outros países, principalmente na Europa, onde eu acho que ele encontraria um bom nicho para fazer sucesso. Por enquanto, só tem estreia confirmada na França.

Uma vez uma pessoa que conhece o Dhalia me disse que ele é um sujeito bem arrogante, mas que sabia fazer bem os seus filmes. Se ele é antipático eu não posso dizer, mas que ele domina a técnica cinematográfica e sabe como usá-la a seu favor, isso ele sabe.

Trailer:

video

À Deriva

(idem, Brasil, 103 minutos, 2009)

Dir.: Heitor Dhalia

Com Débora Bloch, Vincent Cassel, Laura Neiva, Camila Belle e Cauã Reymond

Nota 9,1

Saiba se o filme está passando na sua cidade!

5 comentários:

Rodrigo Fortes disse...

Fred, eu tb amei o filme! Achei um filme muito humano.
O desencantamento do olhar de filipa sobre a vida. A questão de entrar nesse mundo visceral e sem norte. Enfim, o filme é muito humano, demasiado humano. rss. Já tinha gostado dos outros dois do Dhalia.
Abraços

Dri Viaro disse...

Oi, vim conhecer seu blog, e desejar um bom dia
bjsss

aguardo sua visita :)

Fred Burle disse...

Pois é, Rodrigo. O Dhalia demonstrou que sabe fazer bons filmes e de formas diferentes. Nos dois primeiros havia pouca humanidade nos personagens e nesse aqui tem de sobra. E todos os três ficaram bons!
Mas À Deriva é um filme muito sensível e super bem desenvolvido. Eu fiquei muito feliz pelo êxito alcançado.
Abraço!

Dri Viaro, muito obrigado pela visita! Retribuirei-a!

Rafael Carvalho disse...

Juro que fiquei bastante impressionado com a qualidade desse film. Não que eu não goste dos trabalhos anteriores do Dhalia (na verdade, adoro O Cheiro do Ralo, e não sou muito fã de Nina), mas o trailer me dava a impessão de uma história mais simples e água com açucar. Fiquei impressionado com a maturidade do roteiro em tratar de temas interessantes e dessa fase de tantas descobertas e dúvidas da adolescência. Bom mesmo!!

Fred Burle disse...

Também fiquei surpreso, porque não esperava tanta versatilidade do Dhalia. Ele se deu bem nos outros dois filmes (principalmente com O Cheiro do Ralo) e conseguiu lançar mais um grande filme, só que agora em outro gênero.
Muito bom!

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