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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Crítica: Guerra ao Terror


Eis uma boa função das premiações: revelar ao público filmes de qualidade que talvez passassem despercebidos sem esta oportunidade. Guerra ao Terror estreou em junho nos EUA, arrecadou praticamente o baixo orçamento que custou (US$ 11 milhões de custo e US$ 12 milhões de arrecadação) e estreou em poucos países, sendo lançado diretamente em dvd na maioria deles, como foi o caso do Brasil. Agora, com a quantidade de prêmios que tem ganho (até agora são 53 e mais 59 nomeações, nove delas referentes ao Oscar), a distribuidora Imagem prepara sua estreia nos cinemas (por aqui, no dia 05 de fevereiro) e as vendas do dvd nos EUA já estão a todo vapor.

Guerra ao Terror acompanha a rotina dos soldados de elite norteamericanos, que tinham como missão promover a ordem no Iraque e desarmar as minas que fossem encontradas na região.

The Hurt Locker (título original) é uma expressão que ao pé da letra quer dizer “o armário da dor”, mas que é usada quando alguém encontra-se num lugar ou situação em que não pode sair, passando uma dor muito forte. No Iraque (onde se passa o filme), os soldados dizem que, quando uma pessoa é vítima de bombas, ela é colocada no tal “hurt locker”. Isso explica bastante a mensagem que o filme quer passar.

Num primeiro momento, vemos os soldados realizando suas rondas. Depois de familiarizados, somos então apresentados ao lado mais duro de uma missão como essa. As emoções são retidas e a carcaça que os soldados precisam (ou fingem) ter é corrosiva. Eles passam por situações que mudarão suas personalidades para sempre, seja para o bem ou para o mal.

Há cenas bem fortes, como a (melhor) sequência que inicia-se com a abertura de um cadáver, em que o Sargento William (Jeremy Renner) usa de frieza necessária, mas doída, e logo depois vem outro acontecimento que joga na cara de todos uma realidade indesejada.

Como uma evolução do “gênero da moda”, o mockumentary, a câmera acompanha incessante e subjetivamente – às vezes entre eles e às vezes de longe, como se fosse um cidadão à espreita, munido de binóculos – o trabalho dos soldados, que agem com a maior naturalidade e nos fazem acreditar, em certos momentos, de que o que vemos é a realidade, ou seja, um documentário.

A diretora Kathryn Bigelow consegue evitar cegos ufanismos e exalta o trabalho de quem realmente tem algum mérito no meio da famigerada e malsucedida guerra ao terror.

Por incrível que pareça, os melhores atores do elenco são os menos conhecidos, como Jeremy Renner e Anthony Mackie, a dupla protagonista. Eles têm a anti-química ideal e vivem intensamente os seu personagens. Uma escolha acertada da diretora, já que atores conhecidos fariam perder a mise en scène realista alcançada. E é o que acontece quando entra em cena Ralph Fiennes, por exemplo, num plano estilo As-Panteras-tirando-o-capacete, desagradavelmente lembrando-nos de que aquilo não passa de um filme.

Talvez o filme pudesse ter terminado sem os últimos planos, já que a cena do supermercado, uma das poucas fora do “campo” diz tudo sem precisar explicitar nada, produzindo o efeito de “soco no estômago” e fazendo-nos refletir. Até ali, uma excelente montagem, mas que vem seguida de um final mais didático e com uma trilha pesada boa isoladamente, mas desnecessária ao conjunto da obra. O silêncio faria melhor ao filme e aos espectadores no fim da sessão, mas ainda assim, o efeito causado é forte e assistí-lo é um exercício de consciência e cidadania. Um filmaço!

Crítica em vídeo:

(The Hurt Locker, EUA, 125 minutos, 2008)
Dir.: Kathryn Bigelow
Com Jeremy Renner, Anthony Mackie, David Morse, Guy Pearce, Ralph Fiennes
Nota 8,5

*estreia nesta sexta-feira (05/02)

P.S.: a crítica filmada entrará no ar até o sábado. Aguardem!

11 comentários:

Rodrigo Nogueira disse...

Ôpa! Tô aqui de novo!
Assisti esse filme já tem um tempinho e confesso que me surpreendi com todo esse alarde em torno dele.
Sem dúvida é um bom filme, mas não consigo enxergá-lo tão relevante.
Acredito que o segredo de seu sucesso seja o fato de ter sido realizado na hora certa, ou seja, num momento em que se questiona muito a legitimidade da guerra do Iraque. Talvez se esse fato fosse retirado, trataria apenas de mais um bom filme.
Permita-me discordar de sua opinião quanto ao fato da diretora "evitar cegos ufanismos", pois vejo na personagem principal o retrato do ufanismo americano do super herói nacional. Seu "sangue de barata" é totalmente inverossímil (não pela atuação e sim pelo roteiro).
A atuação de Jeremy Renner com seu "Rambo", apesar de ser boa, não tem nada de excepcional.
Claro que tanto o filme quanto o ator correm o risco de abocanhar os respectivos Oscars, mas só pelo fato de concorrerem indica que a safra do cinema deste ano foi bem fraca.

Bem, pelo menos essa é minha opinião...

Abç!!

Rodrigo Nogueira disse...

Complementando...
Qdo falo de não enxergá-lo relevante, me refiro à questão artística. Concordo com vc sobre a relevância do argumento.
Esse caso me lembra muito a música "Pra não dizer que não falei das flores" (Caminhando e cantando...), que musicalmente falando era comum mas tinha uma letra que correspondia ao momento histórico em que o Brasil vivia naquela época.Acabou não levando o 1º lugar. Quem levou foi a maravilhosa "Sabiá", de Chico Burque e Tom Jobim que, ao contrário, era musicalmente espetacular mas com texto fraquinho, lembremos que o festival elegia a melhor música e não a melhor letra.

Mais um abraço!

Rafael Carvalho disse...

Eu às vezes fico pensando como esse filme foi fazer tanto sucesso no Oscar porque não parece fazer o perfil da Academia, apesar de ser um filmaço mesmo. Não é dirigido por nenhum figurão nem possui nomes reconhecidos no elenco (só nos coadjuvantes). Mas que bom que teve o merecido reconhecimento da crítica e da temporada de premiações. Torço muito por ele.

Já a história em si é repleta de uma tensão visceral e muito bruta, dirigida com um minimalismo raro. Tem gente condenando o filme de não fazer uma reflexão sobre a guerra do Iraque, mas acho isso infundado porque a proposta do filme é outra, é mostrar a situação daqueles soldados numa guerra urbana e o controle de nervos necessário.

I Win You Fail disse...

AH... sei n...
boas impressões e muitas frustrações...
mas o q fica é a primeira impressão ne? entao foi um bom filme ^^

Fred Burle disse...

Rodrigo, é claro que você pode discordar! Mas eu não consegui ver ufanismo no filme (e olha que eu sou cri cri com os EUA). A atuação de Jeremy Renner é muito boa. É muito difícil fazer um personagem de amarguras tão contidas e passar toda essa dureza para o público. Para você ficar feliz, eu tenho quase certeza de que as categorias de ator e melhor filme não vão para este filme, então não se preocupe! rsrs
Quanto à questão artística, você pode não concordar, mas o filme trás uma linguagem nova para o gênero, incorporando conceitos de documentário observativo, conferindo uma narrativa mais presente. A movimentação da câmera é elemento fundamental para isso e este é um dos principais fatores pela "exaltação" do filme.

Rafael, concordo com você. Não existe intenção de fazer reflexão sobre a Guerra do Iraque diretamente, mas sobre os soldados e o que uma guerra (que poderia ser qualquer outra) causa na cabeça dos que a vivenciam.

José, que bom que gostou! Vamos ver como ele se sairá no Oscar!

Abraços!

Rodrigo Nogueira disse...

Grande Fred!

Sem querer ser chato nem polemizar mas esse tipo de filmagem que você afirma ser uma inovação (documentário observativo), na verdade já vem desde a época da Bruxa de Blair, até no Resgate do Soldado Ryan foi utilizado.
Não pense que achei o filme tudo de ruim, ao contrário! Reconheço que ele é bom em vários aspectos, conforme vc bem observou, só não acho digno de Oscar, a não ser, é claro, que a safra de filmes do ano seja fraquinha...

Gostei muito da suas críticas em vídeo, ficam bem legais! Qualquer dia me ensina como fazer?

Abç!

Fred Burle disse...

Rodrigo, não chamei isso de inovação, pelo menos que me lembre! Se chamei, foi um ato falho.
E documentário observativo vem desde 1922, com Nanook.
O que acho é que é uma forma diferente de acompanhar a história de ficção. Bruxa de Blair usava câmeras guiadas pelos próprios atores, o que é diferente. E Soldado Ryan não usava disso o tempo todo, era apenas um apetrecho de linguagem, mas não sua base maior.
Quanto ao Oscar, nas minhas apostas nenhuma categoria irá para Guerra ao Terror. Gostei muito de algumas indicações dele, mas não chegam a merecer o prêmio.

E obrigado pelos elogios! Mas é complicado eu ensinar, porque não sou quem edito! rsrs

Abraço!

Lucas Tardin disse...

A colocação e dinamicidade das câmeras, bem como a fotografia e a tensão do filme são muito bons.
Mas não se trata de uma história original, inovadora, um novo conceito. Requisitos necessários (ao meu ver) essenciais para ganhar um oscar de melhor filme. Não achei Avatar o melhor filme do mundo, trata-se de um caldeirão de conceiros e ideologias muito bem ligado, mas se não fosse pra premia-lo, que premiássemos Bastardos Inglórios, ao meu ver, bem a frente de Guerra ao Terror.
Abrx.

Fred Burle disse...

Lucas, a inovação que fez a fama do filme refere-se à linguagem cinematográfica, especialmente quando empregada a este tipo de filme. Guerra ao Terror tem seus méritos, mas eu concordo com você: Avatar ou Bastardos mereciam mais o prêmio.
Abraço

guilherme disse...

O "Melhor Filme" mais chato que eu já vi. Muita expectativa pra muito pouco. Segurei pra não dormi depois de meia hora de filme. Desculpa galera, mas vou ter que discordar de vocês ;D

Fred Burle disse...

Discórdia feita com respeito é discórdia aceita, Guilherme!
Todo mundo tem direito a expressar suas opiniões. A sua é essa e não há mal nisso.
Abraço!

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