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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Anticristo


Quem não viu, deveria ver. Este terror-erótico-dramático já está nas locadoras.

Anticristo é a mais recente obraprima de Lars von Trier, o polêmico cineasta dinamarquês, de filmes como Dançando no Escuro e Dogville e que fez história ao inaugurar o movimento do Dogma 95 com Os Idiotas. Divisor de opiniões, Lars cultiva defensores e agressores ferrenhos mundo afora.

Com Anticristo, as reações não foram diferentes. O filme causou alvoroço em Cannes, onde foi exibido sob o som de vaias e aplausos na mesma intensidade. Tudo por causa de cenas tidas como chocantes, de automutilação e sexo explícito. Para alguns, um tremendo mal gosto. Para outros e para mim, uma das formas mais viscerais de se mostrar a depressão de um casal que acabara de perder o filho.

O casal em questão é interpretado por Charlotte Gainsbourg e Willem Dafoe, ambos brilhantes. Charlotte incorpora toda a dor de uma mãe nessa ocasião e Dafoe é o marido que usa da arma que possui (a psicologia) para tentar reabilitar a esposa. A casa na qual eles se refugiam, numa espécie de campo sombrio, chama-se Eden. Lá, as mais sofridas e verdadeiras discussões acontecerão e os acontecimentos que se sucedem são como uma gilete que corta o coração do espectador.

Mas a beleza da fotografia é um deleite para quem gosta de cinema bem executado. O esplendor das imagens é quebrado apenas quando surgem as cartelas que dividem a história, todas sujas, como obras mal acabadas, pintadas com giz.

Não vou ficar descrevendo cenas para não estragar o choque de quem for assistir o filme e para não fazer ninguém desistir de vê-lo, já que, só de ouvir os detalhes, muita gente acha que os espectadores de Anticristo são masoquistas. Nada disso. A arte, mesmo a que faz sofrer, faz refletir e causa admiração.

Esse filme é uma obra sensacional e essencial, seja para admirá-lo ou apedrejá-lo.

Trailer:

(Antichrist, Dinamarca/Alemanha/França/Suécia/Itália/Polônia, 110 minutos, 2009)
Dir.: Lars von trier
Com Charlotte Gainsbourg e Willen Dafoe
Nota 9,5

12 comentários:

Rodrigo Nogueira disse...

Filme difícil... Eu gostei!
Mas e pra vc, achou que era problema psicológico que também contaminou o marido ou é demônio mesmo?

Abraço!

Mr. Dalloway disse...

Sempre terei uma espécie de falso pudor com esse filme. Tem certas coisas nele que nunca vou conseguir aceitar. Mas eu ainda gosto do Trier. Ele sabe fazer filme.

Rafael Carvalho disse...

Por mais que eu goste do Trier, não consigo engolir esse filme. Acho pseudopsicanalítico, forçado, aquela coisa do choque pelo choque, o tipo de coisa que ele adora fazer para se promover e ainda dar uma de coitadinho. Odiei!

Fee disse...

Fred você já tá quase me convencendo a assistir!

Amanda Aouad disse...

Fiquei meio que traumatizada com Lars von Trier depois de chorar feito um bebê em Dançando no Escuro, mas o cara é genial. Estou só criando coragem pra ver esse.

abraços

Fred Burle disse...

Como era de se esperar, as opiniões sobre esse filme foram bem divergentes.

Rodrigo, eu acho que era o problema psicológico que "contaminou" o marido. São demônios internos, digamos assim, que tomaram conta do casal. Minha opinião, claro.

Mr Dalloway, esqueça os pudores, falsos ou verdadeiros! O cinema é despudorado!

Rafael, não vejo o filme como gratuito, muito menos acho que o Lars precisa disso para se promover. Mas respeito sua opinião.

Fee, tomara que eu tenha convencido. Mesmo que seja para odiar o filme, é quase obrigação para qualquer cinéfilo, assistí-lo.

Amanda, eu também chorei como criança em Dançando no Escuro e também fiquei um tempo criando coragem de ver o filme. Hoje só me arrependo de não ter visto antes!

Abraços, pessoal!

Bruna Paiva de Lucena disse...

Esse, e os outros filmes de Lars von Trier, são de um tipo de filmes que ruminam por dias dentro de quem os assiste. No minímo, não dá para ser impassível diante de narrativas contadas dessa forma. Sem sombra de dúvida, uma das realizações filmícas mais bonitas que já vi é a da morte da crianaça, quando os pais estão transando. E eu não sei se o que a mãe sente é dor da perda. Acredito que ela veementemente desejou a morte do filho e se vê atormentada por isso. Como consegue-se ver beleza em cenas como a morte de uma criança? Resposta que foge de princípios éticos e apega-se apenas a estéticos. Mas, num mundo em que a banalidade das relações humanas é o de que mais se fala, e talvez se viva, um soco deste no estômoga coloca o espectador em uma posição em que é impossível conforto.

Fred Burle disse...

Bruna, quase não aceitei o comentário, por conta do pequeno spoiler! rsrs Mas é pertinente, por isso deixei. Não acho que ela tenha desejado a morte, mas atormenta-se por ter preferido um momento de prazer "demoníaco" do que salvar o filho. Entende o que digo?

Bruna Paiva de Lucena disse...

No próximo comentário ficarei atenta a não deixar nenhum spoiler. Eu me esqueci disso! Desculpe-me.

Fred Burle disse...

Fica tranquila, Bruna!
Se fosse muito descarado eu não publicaria! =)
Abraço!

Anônimo disse...

Vi o filme ontem em DVD. Achei muito interessante, Fred. O que me veio à mente é que em função da culpa que sentiu pelas circunstâncias da morte do filho, em que ela estava tendo prazer sexual e com trabalho terapêutico do marido, a mulher teve acesso a algum tipo de inconsciente coletivo das mulheres que foram demonizadas, muito em função de seus desejos sexuais. As mulheres saindo da floresta lembraram-me as “bruxas” que foram queimadas em fogueiras. E o trabalho acadêmico dela era sobre esse assunto, não??? E o nome anticristo será que é porque o marido foi antiético por tratar da mulher???? Sei lá, mas que o filme mexeu com a minha imaginação, isso mexeu!!!KKKKKK
bjs. Isabel.

Fred Burle disse...

Isabel, acho incrível este poder que o cinema tem em despertar múltiplas sensações e interpretações. No caso de Anticristo, não há quem saia indiferente.
Não me lembro sobre o que era o trabalho acadêmico dela.
E para mim, o Anticristo era ela e não ele. Mas tudo é possível, dependendo dos olhos de quem vê. Por isso eu acho o Lars von Trier genial!
Beijos e desculpe a demora pra responder...

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