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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Up - Altas Aventuras

Estou bem decepcionado com o que acabo de ver no cinema. Não que a nova animação da Pixar seja ruim, longe disso. Mas é que criou-se um alvoroço em cima do filme e a expectativa estava nas alturas. Daí foi como se o balão tivesse murchado.

Primeiramente, deixo aqui o meu protesto. Os estúdios Disney/Pixar acostumaram-nos com seus curtas, mimos que sempre precederam suas produções e que dessa vez... ué, cadê? Tiraram o doce da criança. Paciência.

Começa então o filme. Somos apresentados a Carl Fredricksen, garoto bicho-grilo, todo desengonçado, que conhece Ellie, uma menina superativa e bem extrovertida. Eis que surge uma paixão de criança, que continua na adolescência e de repente, lá estão os dois casados. Em uma única sequência, sem falas, apenas acompanhada de uma adequada trilha sonora, o roteiro consegue condensar uma linda história de amor, até a chegada da velhice e da triste separação do casal pela morte. Ellie sempre teve um sonho: o de ir para a América do Sul, conhecer as florestas de lá. Como Carl sofre sério risco de ser mandado para um asilo, resolve realizar o sonho da esposa e para isso, leva consigo a casa onde os dois moravam. Ele só não esperava ter companhia nesta aventura.

Os roteiros da Disney sempre me pareceram meio iranianos em sua essência. Os temas são comuns e cheios de lições. As histórias são ainda mais simples, podendo ser resumidas em uma frase: o peixe que vai atrás do filho perdido, o carro que tem baixa estima, a família de heróis em crise, os brinquedos e/ou monstros que tomam vida, o ratinho que sonha em ser chef de cozinha. E por aí vai. Talvez Wall-E seja o mais rebuscado de todos, com roteiro bem mais elaborado. O que eleva o padrão de qualidade desses filmes é que eles pegam um fio de história e desenvolvem-na com maestria. É por isso que fazem sucesso: temas de imediata identificação desenvolvidos com muita criatividade, não esquecendo nunca as doses cavalares de bom humor.

Dessa vez, o tema central é um tema que toca lá no fundo, aperta o coração e (se o tiro for certeiro) faz dele picadinho: a saudade. É nesse ponto que o filme me ganhou. O amor de Carl pela esposa é tão grande que emociona... e muito! Em determinado momento, Carl descobre algo que Ellie fez durante a vida que é de chorar baldes, dependendo do grau de sensibilidade que o espectador tiver. Eu, por exemplo, fiquei com vergonha, mas quando olhei para os lados, vi que não era o único se debulhando em lágrimas. Numa cena de dois minutos, Up consegue transbordar todo o sentimento que P.S. Eu Te Amo tentou passar em 120 minutos e não conseguiu.

A “licença para surrealidades” dada aos desenhos é muito usada aqui, mas algumas coisas me incomodam e talvez por isso eu não tenha venerado por completo o filme. Não me agrada quando, em filme de gente, animais começam a conversar com os humanos, a menos que a história se passe em um mundo paralelo, o que não é o caso. Mesmo que isso seja (mau) justificado, não era necessário usar de tal (péssimo) artifício para conquistar o público e a Pixar nunca precisou usá-los. Gosto de filmes de bichos/seres inanimados falantes e gosto de desenhos com humanos, mas misturá-los, na minha opinião, soa apelativo. Isso é coisa para filmes medíocres, sem criatividade.

Outra coisa que não entendi foi a presença de uma criança na história, já que a relação dela com o velhinho não é bem desenvolvida, ficando em segundo plano. Na verdade, nem tem razão de existir, já que o tema central não é esse. A impressão que tive é que a criança foi inserida na história, bem como os animais falantes, apenas para não haver rejeição ao filme por parte do público infantil. Faltou ousadia do estúdio, de assumir o idoso como protagonista e confiar no carisma que ele tem. São decisões executivas, que até entendo, mas não me conformo.

Fora isso, os bons elementos estão todos lá: cenas engraçadas, bela trilha sonora (assinada por Michael Giacchino), muita cor, ação e boas lições de moral, constituindo um programa de primeiríssima qualidade para “crianças” de todas as idades.

Quem tiver a chance de assistir a versão 3D, vá sem medo. Os efeitos, ao contrário de A Era do Gelo 3, são muito bons e justificados, aguçando ainda mais os sentidos dos espectadores, com cenas de bastante profundidade e sequências vertiginosas que só poderão ser aproveitadas se vistas com as três dimensões.

No frigir dos ovos, o saldo foi positivo, mas ficou o desejo de que chegue logo outra obra-prima da Pixar, já que desta vez não aconteceu.

Trailer em HD (legendado):

video


Up – Altas Aventuras

(Up, EUA, 105 minutos, 2009)

Dir.: Pete docter

Roteiro: Pete Docter e Bob Peterson

Produção executiva: John Lasseter

Vozes originais: Edward Asner, Christopher Plummer

Vozes brasileiras: Chico Anysio, Nizo Neto

Nota 7,2

Saiba se o filme está em cartaz na sua cidade!

10 comentários:

Roberto F. A. Simões disse...

1º Aniversário do CINEROAD!
O seu blogue recebeu uma menção especial!

Obrigado pelas visitas,
Roberto Simões
CINEROAD - A Estrada do Cinema

Kadu disse...

Salve Fred!
Ainda dá tempo para quem gosta de cinama alternativo assistir gratuitamente a V Ibero Brasil Cine Festival, que termina hoje, no Planetário do Rio, Gávea.

Luís disse...

Por mais que falem que a animação seja boa, eu sempre me sinto tentando a não vê-la. Acho que os atores deveriam ser aproveitados de uma maneira melhor em vez de ser substituídos por bonequinhos criados por computador.
Desse jeito, haverá o dia em que os cinco filmes que concorrem à categoria Melhor Filme do Oscar serão animações e os melhores atores e atrizes serão computadorizados...
Falando em atores computadorizados, me deu vontade de assistir S1m0ne. Já assistiu?
:)

Rafael Carvalho disse...

Fred, pois tive essa mesma sensação que você descreve aí. Se bem que a primeira parte do filme é sensacional, depois vai ficando um tanto convencional, as piadas vão enfraquecendo, mas o ritmo de aventura continua firme. Devo escrever algo sobre ele no blog.

E uma coisa, aqui na minha cidade passou, sim, um curta antes de Up. Trata-se de Partly Clouds, bastante simpático e "fofinho". E possui uma visão bastante madura da necessidade de aceitarmos o diferente. Muito bom.

Roberto F. A. Simões disse...

1º ANIVERSÁRIO DO CINEROAD
Caro SEGUIDOR, recebeu um agradecimento especial.
Muito obrigado.

Cumps.
Roberto Simões
CINEROAD - A Estrada do Cinema

Fred Burle disse...

Roberto, muito obrigado pela citação!

Kadu, não moro no Rio...

Luís, não existe isso de animações substituírem atores de verdade. Cada qual tem seu espaço e sempre terá. A animação é apenas mais uma opção de expandir a imaginação e poder contar histórias que não seriam possíveis de contar só com live action. E não vi S1mone. Esse sim, parece ser um filme muito ruim. Não li nada decente sobre ele...

Rafael, que inveja de você por ter visto o Party Clouds e que raiva do cinema daqui, que não o exibiu. Humpf...

Grande abraço para todos!

Biula disse...

Eu simplesmente amei o filme! A história pode ter até ser meio um clichê, mas o filme... Nussa é mara! Foi um susto eu não esperava que ela morresse, e eu chorei horrores foi muito emocionante... Uhuhuhuhu, a busca pela narceja foi ilária, e final foi lindo! Não tenho nada do que reclamar deste filme. ;D

Fred Burle disse...

Biula, eu também chorei um monte por isso, mas depois me decepcionei com os caminhos tomados pelo filme. Mas é um bom filme, ainda assim.
Beijo!

Sophia Lima disse...

Amei esse filme. Simplesmente amei. Chorei muito na cena em que ele pega o livro dela e lê tudo aquilo e logo depois ele começa atirar as coisas da casa. Essa cena é perfeita.
Realmente senti falta de um curta no começo do filme.

bjo

Fred Burle disse...

Sophia, havia um curta no início do filme. O cinema que assisti - e pelo visto o seu também - é que nos privou deste prazer. Um absurdo, mas fazer o quê... E eu também chorei muito nesta cena. Pena que depois o filme foi pro mal caminho...
Bjo!

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