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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Crítica: Rio

É de dar orgulho quando um brasileiro representa tão bem o nosso país mundo afora e ainda mais quando ele consegue gastar seu cartucho divulgando nossa cultura. Carlos Saldanha até hoje não é um nome famoso no Brasil, mas já recebeu o indireto reconhecimento quando dirigiu a trilogia de animação A Era do Gelo, sendo o terceiro da série o maior sucesso de 2009, com público de mais de 9 milhões de espectadores – além de ter se tornado a maior bilheteria para uma animação em território não-estadunidense de todos os tempos (690 milhões de dólares).

Uma das pessoas-chave da Blue Sky Studio, Saldanha teve a ideia de Rio enquanto pré-produzia A Era do Gelo 3. A vontade de “fazer uma carta de amor” para sua cidade natal tomou forma no argumento que tinha uma arara azul como protagonista. Blu seria uma representação “papagaiada” de um nerd “adotado” desde criança por uma norteamericana, em Minnesota (EUA). Quando adulto, é descoberto por um pesquisador brasileiro, que procurava incessantemente por um exemplar macho da espécie (ameaçada de extinção), a fim de levá-lo a um instituto de preservação animal no Rio de Janeiro, onde a última fêmea da espécie era guardada, à espera de um companheiro reprodutor. O roteiro definitivo ficou a cargo de Don Rhymer, responsável por outra animação acima da média, Tá Dando Onda (2007).

A cidade maravilhosa virou palco para uma profusão de cores, ainda mais ressaltada pelos efeitos 3D. Ao contrário da decepção tridimensional do terceiro filme dos bichinhos glaciais, aqui a tecnologia estereoscópica funciona e tudo o que há de belo no Rio – o Corcovado, o Pão de Açúcar, o sambódromo – fica ainda mais ressaltado.

Para a saúde do filme – e um pouquinho de vergonha perante o público mundial – Saldanha usou de bom senso e não deixou de ressaltar todos os problemas que assolam o Rio de Janeiro atual. Estão lá macacos-trombadinhas, o pássaro-traficante-sequestrador e a violência nas favelas. Assim como não poderiam faltar as mulatas no carnaval, o futebol, o churrasco e o samba escutado à exaustão – com um único momento de exceção, quando a alegre batucada dá lugar a uma romântica bossanova. Só faltou o funk, que foi substituído pelo hip-hop de Will.i.am (do Black Eyed Peas).

A representação tupiniquim não se limitou à direção e à história. Os nossos dedos também tocam a trilha sonora, que tem participação de Bebel Gilberto e Carlinhos Brown e produção musical executiva de Sérgio Mendes; a direção de fotografia, assinada por Renato Falcão (Diário de Um Novo Mundo); e a dublagem de Rodrigo Santoro, que participa tanto da versão brasileira quanto da versão original, dando voz ao pesquisador Túlio.

Santoro, na versão original, mostra que já domina a interpretação em inglês e não deixa em nada a desejar aos nomes da moda Anne Hathaway e Jesse Eisenberg, que dublam as duas araras azuis, Linda e Blu. O trio, assim como o restante do elenco, imprime personalidade aos personagens e divertem bastante.

Aliás, diversão é a palavra-mote desta produção, que só deve desagradar aqueles que se incomodam com o estereótipo do Rio ou quando uma produção estrangeira critica o Brasil. Esses fatores poderiam mesmo depor contra o filme, mas há que se entender que comédia se faz com crítica social e também através do realce das características latentes de um lugar ou pessoa. E nem é preciso dizer que é preciso encarar este filme com bom-humor, não é?!

Mesmo com seus exageros, Rio é talvez o filme de gringo mais lúcido já feito sobre a cidade maravilhosa, assim como o mais divertido e bonito – que o diga o incrível sobrevoo de paraquedas sobre a Baía de Guanabara. Na contramão da tendência de muito filme juvenil que acha que precisa ser sombrio e emocionar para arrebatar o público, Rio tem como maior trunfo o fato de não querer em momento algum ser profundo ou apelar para as lágrimas. Seu potencial é tão grande que não será surpresa nenhuma se for novamente a maior bilheteria do ano no Brasil – quiçá no mundo – e também dar a Carlos Saldanha novamente o posto de diretor da animação mais lucrativa da história, podendo tomar este lugar de Toy Story 3.

A palavra de ordem aqui é ser feliz e fazer feliz. Uma declaração de amor que Saldanha confirma com a última fala do filme: “Rio, eu te amo”.

Trailer HD legendado:

(idem, EUA, 96 minutos, 2011)
Dir.: Carlos Saldanha
Dublagem original: Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, Jamie Foxx, Rodrigo Santoro
Nota 8,5

24 comentários:

I Win You Fail disse...

até a parte: "que procurava incessantemente por um exemplar macho da espécie" eu achava q vc tava falando da biografia do saldanha... kkkk
mas ficou um pouco estranho sua colocação... em outro post vc esculachou o 3D e quando fala de uma cidade brasileira o 3D serve pra ressaltar? pq o 3D nao ressaltou entao as outras cidades e paisagens dos outros filmes e animaçoes?

Anônimo disse...

Show de crítica!!
Parabéns!

Anônimo disse...

Estou ancioso para ver esse filme, mas melhor que Toy Story 3? Acho dificil, muuuuuuuuuuuuuuito dificil.

Fred Burle disse...

José, acho que você se confundiu. Se eu "esculachei" algum 3D, foi o 3D de algum filme específico. É só ler os posts de Avatar, Pina, Tron, Enrolados e mais um tanto de outros para perceber que eu não tenho absolutamente nada contra o 3D, pelo contrário. Sou sim, contra o 3D advindo do transfer ou do 3D gratuito (caça-níquel). Quando tem um propósito e funciona dentro de tal, é mais que bem-vindo.

Anônimos, não costumo respondê-los, mas aí vai...

Anônimo 1 - muito obrigado!

Anônimo 2 - acho que você não leu direito: "Seu potencial é tão grande que não será surpresa nenhuma se for novamente a maior bilheteria do ano no Brasil – quiçá no mundo – e também dar a Carlos Saldanha novamente o posto de diretor da animação mais lucrativa da história, podendo tomar este lugar de Toy Story 3".
Desde quando lucro tem a ver com qualidade? Onde foi que eu escrevi que este é melhor que TS 3?

Abraços

Sérgio disse...

Excelente crítica, cara, mas só uma coisa me pareceu confuso: "Blu seria uma representação “papagaiada” de um nerd “adotado” desde criança por uma norteamericana, em NY." Blu não está em NY, mas em Minessota. Quem morou em NY foi o Saldanha... Ah, fiquei confuso. hehehehe

Fred Burle disse...

Sérgio, você tem razão. Eu é que troquei as bolas.
Obrigado pela correção.
Abs

Murilo Souza disse...

Parabéns pela crítica!
Sempre dou uma passada por aqui, mas comento pouco.
Abraço e continue firme com o site!

Fred Burle disse...

Oi, Murilo!
Muito obrigado. Comente sempre que tiver vontade. É legal ter este retorno.
Abraço!

Anônimo disse...

O filme me ganhou logo na primeira cena. A música cheia de ginga e o balet (desfile?) das aves no início é de fazer o cinema todo ficar sorrindo à toa feito bobo. E fora isso, uma animação divertida do início ao fim, muitas risadas e emoções. Exageros? Isso é uma comédia. O Brasil vive se criticando e se ridicularizando nos programas de maior audiência da televisão e ninguém reclama disso.

Enfim, uma das melhores animações que eu já vi. Confesso que talvez essa afeição se deva em (grande) parte à brasilidade do filme - que fica escancarada e é muito bacana -, mas quem sou eu para questionar meus sentimentos?

Assista e se deixe levar pelo ritmo e pelo espetáculo visual!

Ricardo B. disse...

Se nao me engano A Era do Gelo 3, 2009, arrecadou menos que Shrek 2, 2004, com 919 milhões de dólares.

Anônimo disse...

haaaaaaaaaaa fala sério!!!! Contou o final do filme....... huahauhauahuahuahauhau

Brincadeira! Ótima crítica. Mal posso esperar pra ver o filme em 3D!!

Fred Burle disse...

Ricardo, me expressei mal. A Era do Gelo 3 tornou-se a maior bilheteria para uma animação, em território não-estadunidense (690 milhões de dólares, 886 milhões no geral), título que mantém até hoje. Shrek 2 foi maior no somatório mundial (919 milhões), sendo desbancado depois, por Toy Story 3 (1,06 bilhão).

Abraço!

Anônimo disse...

ah qualé?! Uma bosta dessa... ninguém enxerga bem nesse país dos inferno ¢¬¬

Isa disse...

Seria exagero meu pensar que o governo brasileiro não "ajudou" pra que essa produção fosse consumada?

Fred Burle disse...

Isa, exagero não é. Mas eu duvido que a Fox tenha sequer pensado em pedir alguma ajuda. Eles não precisam de leis de incentivo e muito menos dividiriam os lucros (garantidos) de mão beijada...

Rodrigo*Letícia disse...

Eu assisti o desenho ontem, em 3D. Simplesmente fantástico. A critica está correta. Pessoa de bom senso. Inclusive falei com minha esposa que tbem estava presente e acredito que deve concorrer ao oscar de melhor animação e ainda pode papar a trilha sonora. Só temos em nosso encalço, pelo menos por enquanto, TS3.

Parabens ao Carlos Saldanha

E um grande "Uhhhhhhhhhhh" para os brasileiros hipocritas que disseram e dizem que o desenho critica e denigre a imagem do pais!

Anônimo disse...

EXCELENTE CRITICAA! FALOU TUDO!!!!

"O roteiro definitivo ficou a cargo de Don Rhymer, responsável por outra animação acima da média, Tá Dando Onda (2007)."

Eu nao sabia disso, explica muito o humor do roteiro!!! Ta dando onda é UM DOS melhores filmes da animação 3d. Muito bem bolado e muito bem humorado!!!

O que eu mais gosto no filme também, é que ele te envolve do início ao fim. Isso é bem difícil. Eu sai maravilhada do cinema, e a ultima vez que sai assim foi em Como Treinar seu Dragao e Toy Story 3.

O filme progride de forma natural, e te apresenta os personagens na hora certa, e na dose certa. Tem muito filmes, que eu gostei, mas nao amei.. filmes como MEU MALVADO PREFERIDO e RANGO.. nesses eu demorei para me envolver com a história. Eu me senti forçada a entrar no ritmo. Lá pela metade do filme que eu comecei a me envolver com os personagem e rir de verdade das piadas. No início de Rango e Meu Mavaldo, eu sentia tudo muito forçado, piadas forçadas, introdução forçada.. acabou que no fim eu gostei muito, mas não amei.

Rio, assim como Procurando Nemo, tem uma história redondinha. Você é apresentado a história e você amadurece junto com ela. Você se envolve com TODOS os personagens! Você se envolve com a história!

Acho que tem potencial sim a dar mais bilheteria que o Toy Story AQUI no Brasil.. até por ser um filme sobre o nosso país.. todo mundo vai querer dar uma espiadinha!!!

Adorei a critica sobre o Rio de Janeiro.. os cariocas que aguentem essa, mas a critica do filme foi perfeita!!! mostrou tanto as belezas do rio como mostrou o lado negativo!! Uma pitada de tudo, na medida certa, a dose PERFEITA!

O rio nao é so maravilhas nao.. e se vendessem uma imagem falsa do rio, eu nao teria gostado! Talvez so faltou um pouco mais mesmo explorar outros ritmos musicais, ate o Pagode. Nao gosto de pagode, nem samba, nem funk, mas é tipico do Rio.. sei que era epoca de carnaval no filme.. mas acho que faltou so isso mesmo!! E amei a bossa nova, pra mim foi a melhor musica do filme todo!!

Adorei a doença do brasileiro pelo futebol.. o rio inteiro ligado no jogo, o bandido parou de perseguir so pra ver futebol!! Bem brasileiro mesmo!! Eu quando morei no Rio, respirava futebol! Era impossivel nao querer saber o q tava rolando!! E olha que nem gostava tanto de futebol antes!!

Os macacos representando os trombadinhas foi o melhor!!

E digo o msm q o Rodrigo...

Um grande "Uhhhhhhhhhhh" para os brasileiros hipocritas que disseram e dizem que o desenho critica e denigre a imagem do pais!

CARLOS SALDANHA, o OSCAR VAI PRA VOCE!!!

Fred Burle disse...

Rodrigo*Letícia - muito obrigado! Mas pode ficar tranquilo que TS3 concorreu (e ganhou) o Oscar 2011, ou seja, não o veremos em 2012...

Abraço

Rodrigo de Sá disse...

Ufa...De fato não lembrava que TS3 foi lançado em 2010. Desculpe pela nossa falha.

Então pelo menos por enquanto temos caminho livre para estatueta!!!!!!!

Fred Burle disse...

Rodrigo, de boa. Só não adianta pensar que "temos caminho livre para a estatueta", porque quem tem este caminho não são os brasileiros e sim a FOX, dos EUA. O Brasil não contribuiu em nada com a feitura do filme, a não ser pelo diretor e algumas pessoas da equipe. Se ganhar Oscar, não veremos (justamente) nem o cheiro...

Abraço

Rodrigo de Sá disse...

Eu entendi. Mas pelo menos tem contribuição brasuca na parada entende? Mesmo que a estatueta não venha pra cá, tem mãos verde e amarela nela!

Ana Julia disse...

Eu gostei do filme, achei engraçadinho, simpático, animaaaaaaaaado, muito animado... e na verdade é bem por isso que achei que pecou um pouco no excesso de animação, a música não sai da cabeça e você sai do cinema como se o tempo todo fosse o mesmo ritmo alucinante de alegria e até esquece de cenas mais calmas e romanticas como a do bondinho...
Sua crítica bem realista e certeira Fred. De fato o que mais incomodou o pessoal foram os estereotipos, que também me chamaram a atenção...
Os "bandidos" e a favela ficaram muito numa visão genérica e acho que a pior falha foi pelo fato de que cabia perfeitamente no contexto da história uma crítica melhor aos "bandidos" internacionais, que exploram as riquezas locais, etc... foi decepcionante ver que isso ficou muito sutil e perdido no começo do filme, sendo que podia ser facilmente retomado no meio ou ao final.
O fato de ser um desenho deve ser destacado, claro, assim não perde pontos pela ingenuidade, mas acho que é bem nesse quesito que poderia ganhar uns pontos extras e sair do 8,0 (na minha opinião) para um 9,0 por exemplo.

Fred Burle disse...

Ana Julia, se as músicas ficaram na sua cabeça e você se divertiu, certamente o objetivo foi alcançado. Os estereótipos, neste filme, não são algo que me incomodam. Quanto à nota, quem acompanha o blog sabe que não dou nota alta à toa. E nota 8,0 já é algo bem grande. Mas o que importa é que você concordou com a crítica.

Abraço

Janete disse...

O filme se foi direcionado para “crianças” está induzindo uma má formaçao da identidade dos brasileirinhos.
Ele aponta a maioria dos brasileiros que aparecem no filme como maus elementos, inclusive entre os personagens animais, ladrõesinhos no pão de açucar, ajudantes dos traficantes e corruptíveis. Aparecem apenas 2 personagens adultos que são de boa índole e uma minoria de animais com boas intenções. A personagem, que mais se esforça para salvar Blue e a parceira de serem traficados e conseguirem perpetuar a espécie, é americana. Isso é pra acabar com o pouco que resta de dignidade dos brasileiros. Se mais produçoes assim continuarem a ser exibidas para os brasileiros apenas vamos continuar com nosso complexo de vira-latas e vamos continuar a dizer amém aos estrangeiros quando aqui aportarem e, quando formos para o exterior, continuaremos a ser ignorados ou enxotados, como acontece em casos que ficamos sabendo através do noticiário.

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