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domingo, 20 de março de 2011

Crítica: Lixo Extraordinário

Lixo Extraordinário é um ótimo exemplo de que, se o Brasil tivesse um esquema de produção executiva e distribuição decente, muitos dos nossos filmes poderiam ganhar o mundo. Foi o que fez esta coprodução Brasil-Inglaterra, cuja produção executiva tem entre seus nomes Fernando Meireles (diretor de Cidade de Deus). Sim, porque filme-de-lixão por filme-de-lixão, Estamira (de Marcos Prado, 2005) é muito melhor e nem por isso alcançou o mercado exterior – sequer foi divulgado no Brasil, quiçá ser indicado ao Oscar.

Taxado por boa parte da crítica (especialmente a internacional) como um feel-good-movie, Lixo Extraordinário acompanha o trabalho que o artista plástico Vik Muniz realizou com pessoas que trabalhavam no aterro sanitário do Jardim Gramacho, região metropolitana do Rio de Janeiro. Conceituado internacionalmente, Vik passa a primeira meia-hora de filme contando que foi pobre e que tinha vontade de usar seu prestígio internacional para mudar a vida de um grupo de pessoas. Foi o que o levou ao lixão.

Além de dedicar os primeiros momentos para a autoexaltação do artista, o longa ainda trata de fazer críticas batidas e restritas à sociedade brasileira, do tipo 'rico é arrogante' e 'na favela só tem drogado e perdido'. Um bando de discurso que ninguém precisa ouvir para entender o que eles querem dizer.

A diretora inglesa Lucy Walker, que teve como codiretores os brasileiros João Jardim e Karen Harley, inicia e termina o filme com entrevistas do Programa do Jô, com Vik Muniz e com o presidente da Associação do Catadores do Jardim Gramacho. A primeira (entrevista) serve para apresentar o artista plástico. A segunda, para exemplificar o quanto o trabalho foi reconhecido. Forma mais preguiçosa e nada criativa de introdução e desfecho seria impossível.

A sorte é que o trabalho que Vik comandou foi realmente lindo e, quando o filme entra nesta etapa de mão-na-massa, a coisa anda. É fascinante ver os catadores utilizando a matéria-prima que antes não passava para eles de meio de sustentação para fazer arte. Mais fascinante ainda é conhecer essas pessoas, saber o que elas pensam da vida e extrair delas lições de vida.

Inicialmente doidos para se mostrar para a câmera e com discursos de autoafirmação na ponta da língua, os catadores contam que leem livros que encontram no lixão, que passam vergonha na rua por voltarem para casa fedendo, falam dos problemas de relacionamente entre outras declarações. Mas o que poderia se passar facilmente com um quadro do Programa do Gugu dá lugar a uma posterior alegria de trabalhar com arte e de descobrir outra visão de mundo. É o brilho nos olhos que surge com naturalidade e credibilidade.

Só é uma pena que uma produção que deveria ser mais brasileira se torna um produto gringo que só é falado em português quando os catadores estão em cena. Sim, porque Vik narra em inglês e conversa com sua esposa e amigos apenas em inglês, quando todos são brasileiros. E não é porque eles são acostumados a falar entre si naquela língua. Tanto que, num momento de discussão calorosa, a esposa de Vik esquece que precisa falar em inglês e passa a discutir em português. Enquanto os catadores se despem para as câmeras depois de um tempo, este foi o único momento de extrema naturalidade da parte abastada do filme.

De extraordinário, este documentário não tem nada. Mas pelo menos também não é - nem de perto - lixo.

Trailer

(Waste Land, Brasil/Inglaterra, 93 minutos, 2010)
Dir.: Lucy Walker, Karen Harley, João Jardim
Nota 6,0

6 comentários:

Anabel disse...

Estamira é excelente, real, mas muito seco, muito duro... Apesar dos dois documentários apresentarem propostas semelhantes, Lixo Extraordinário é mais poético, bem mais agradável aos olhos (e ouvidos tb)! Imaginem Estamira nas salas comerciais? Ia ser um Deus nos acuda!!

diego disse...

Não vi Estamira, mas em relação ao Lixo Extraordinário, muito bem feito mesmo, mas entre os indicados ao Oscar, achava muito dificil uma produção brasileira levar em meio a tantas americanas, mesmo que Lixo Extraordinário fosse mais forte, o que eu também não achei, eles não iria perder a chance de valorizar o proprio cinema. É o que eu acho!

Fred Burle disse...

Anabel, não vejo secura em Estamira. Vejo muito mais sinceridade. Mas infelizmente tenho que concordar com você. Estamira não daria certo em salas comerciais. O grande público não está preparado para tamanha reflexão.

Diego, a nacionalidade pouco deve ter influenciado na decisão do prêmio. Além do mais, se levasse, a estatueta iria para a Inglaterra. O Brasil só ficaria no gostinho.

Abraços

Thany disse...

Já vi alguns darem nota 10, outros 0. Terei mesmo que ver!

Fred Burle disse...

Thany, digamos que estou na média, hã?!

bruninha.com disse...

jah vi esse documentario muito massa adorei!!!!!!

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