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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Crítica: Mary e Max


Estreia de Adam Elliot na direção de longas metragens – anteriormente, ele havia dirigido curtas como Harvey Krumpet, vencedor do Oscar 2003 de melhor curta animado – Mary e Max é uma dessas agradáveis surpresas que o cinema nos reserva. Abriu o Festival de Sundance, ganhou o Crystal Bear (prêmio para a nova geração) no Festival de Berlim 2009, entre outros.

Desenvolvido com a técnica do stop-motion e finalizado com a ajuda da computação gráfica, o filme é baseado em fatos reais, sobre a amizade entre uma menina australiana de 8 anos e um novaiorquino de 44. Ela é gordinha, desajeitada, muito curiosa; sua mãe é uma alcoólatra depressiva e seu pai trabalha numa fábrica de pregar cordões nos saquinhos de chá. Ele é um senhor que sofre da Síndrome de Asperger, recluso em sua casa, seus pensamentos lógicos e seu vício em cachorro quente de chocolate (!). Ambos são cheios de pensamentos filosóficos sobre a vida, que só diferenciam-se pela diferença etária. Quem nunca fez as perguntas de Mary quando criança? Quem nunca teve pensamentos de tangência com a teoria de Max, em algum momento da vida?

Inicialmente, é possível pensar que trata-se de uma animação de história engraçadinha e clichê, mas o que se vê é um drama cômico envolto por diversas camadas, que se mostram aos poucos para o público e impressiona pela densidade do roteiro e pelos rumos inesperados que história toma.

A animação tem como principal fonte de humor a complementação imagem-narração. A graça advém da irônica controvérsia entre o que é mostrado e o que é falado.

O filme critica a sociedade-do-pouco-contato em que vivemos, mostrando os vícios e as fobias dos personagens, não só dos protagonistas como também dos coadjuvantes, como a mãe e o vizinho de Mary; a vizinha e os cidadãos que Max observa.

Mary “vê” tudo em tons marrons, enquanto que Max “vê” tudo em preto-e-branco. O que acontece quando as duas visões de mundo se encontram é tristonho, mas profundo e muito bonito. A sensação tida, quem sabe, pode ser a de comer leite condensado na lata, com o seu melhor amigo.

Como disse a escritora Ethel Mumford: “Deus nos dá familiares. Ainda bem que podemos escolher nossos amigos”.

Mary e Max (os personagens e o filme), encantam e emocionam do começo ao fim, assim como a bela trilha sonora instrumental. Uma overdose muito bem vinda de originalidade.

Uma frase, aparentemente simples, dita pelo médico de Max, Dr Hazelhof, resume o filme: “a vida de todo mundo é como uma longa calçada. Algumas são bem pavimentadas, outras (…) têm fendas, cascas de banana e bitucas de cigarro”.

Se for para viver uma história linda e ímpar como a de Mary e Max, eu prefiro que a minha calçada seja bem defeituosa. Só procuraria um pouco de tinta para pintar o meio-fio!

Trailer:

(Mary and Max, Austrália, 87 minutos, 2009)
Dir.: Adam Elliot
Com vozes originais de Tony Collette, Philip Seymour Hofman e Eric Bana

9 comentários:

AK Lacerda disse...

Muito tempo depois (por causa da correria), venho compactuar a vontade de assistir a esse filme. Desde que vi o trailer me apaixonei. Envolvente!
E sobre sua crítica, complemento com uma frase que me acompanha desde que a li: somos o nº de pessoas que nos relacionamos.

E ouso dizer que algumas pessoas são multidão!

Beijos menino Burle.

Fred Burle disse...

Anna, eu me sinto multidão, sem modéstias! Ainda bem!
Beijos, menina poética!

Rodrigo Gadita Calazans disse...

Nossa finalmente um dez!
Este nem irei baixar irei ao cinema ver com minha irmã.
Saudades de ti amigo!

Fred Burle disse...

Calazans, veja mesmo! Mas corra, porque não deve ficar muito tempo em cartaz...
Abração!

Celina disse...

Assisti a esse filme no final de semana. Fiquei encantada! Como vc msm disse, uma overdose de originalidade. Uma surpresa mais que agradável, apesar da história ser muito triste. É tão comovente e tão profundo. Esperei por alguns minutos antes de sair da sala. Meus olhos estavam pra lá de vermelhos, de tanto chorar no final. Sou uma manteiga derretida, confesso. Ainda bem que não sou a única, pois percebi que outras pessoas tb haviam chorado. Lindo filme!

Fred Burle disse...

Celina, não considero a história triste. É uma história muito bonita, mas melancólica. Eu chorei por achar lindo e não por achar triste. Só não me conformo com o final! ehehe

Marlon disse...

É sem dúvida o melhor filme sobre amizade que já vi.

Fred Burle disse...

Marlon, sou um pouco comedido para eleger "O" melhor, mas concordo que este seja um dos melhores. Comovente.

Anônimo disse...

Este filme é demais, recomendo a todos, é bem comovente.
Bjs
Carol

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