Linkbão Oi Torpedo Click Jogos Online Rastreamento Correios Mundo Oi oitorpedo.com.br mundo oi torpedos mundo oi.com.br oi.com.br torpedo-online Tv Online torrent Resultado Dupla Sena Resultado Loteria Federal Resultado Loteca Resultado Lotofacil Resultado Lotogol Resultado Lotomania Resultado Mega-sena Resultado Quina Resultado Timemania baixa-facil Link-facil Resultado Loterias

sábado, 16 de maio de 2009

Azuloscurocasinegro

O título é assim mesmo, emendado. Deixei o original porque gosto mais. No Brasil ficou Azul Escuro Quase Preto. Confesso que ao assistir o filme, não encontrei uma explicação objetiva para chamá-lo assim, mas depois li uma entrevista do diretor e roteirista, que explicava-se, dizendo que esse é o estado de espírito em que encontram-se os personagens. Entendi.

O projeto do filme começou a se desenhar quando o diretor e roteirista espanhol Daniel Sánchez Arévalo, formado em administração, resolveu fazer o mestrado em cinema na Universidade de Columbia. Lá exigiram-lhe que escrevesse um roteiro e ele fez um que contava a sua própria vida, denominado de Física II, curta-metragem que ganhou vários prêmios e deu ao diretor a chance de estrear em longa-metragem. Para não mexer em time que estava ganhando, Arévalo resolveu dar continuidade à história do curta.

Reuniu todo o elenco novamente (exceto o protagonista, substituído pelo também novato e revelação Quim Gutierrez), acrescentou alguns personagens e retomou os trabalhos nesse filme.

O personagem central é Jorge, um jovem porteiro nada conformado com a profissão, que estuda administração de empresas e nas horas livres cuida do pai, um senhor que sofreu um derrame e perdeu, entre outras coisas, o controle do esfíncter. Além dele, somos apresentados a Andrés, amigo de Jorge, que vive na cobertura do prédio tirando fotos de um “massagista sexual” (!) e seus clientes, do prédio vizinho. Há também tem o irmão de Jorge, Antonio, que está preso. Antonio está prestes a sair da prisão e quer que Jorge lhe faça um favor: engravidar sua namorada (já que ele é estéril), também presidiária, para que ela seja transferida para um setor melhor do presídio. Mas Jorge já tem uma relação conturbada com uma moça de classe mais “provida” e as visitas à namorada do irmão podem deixá-lo balançado. Ao mesmo tempo, o amigo de Jorge descobre que um dos clientes do massagista ao lado é seu próprio pai, que após as sessões ainda aceita outros “favores” do massagista.

É desse turbilhão de histórias que surgem situações e assuntos muito delicados de se tratar, mas também gera cenas engraçadíssimas, vindas principalmente do núcleo do amigo de pai homossexual.

Algo que me chamou a atenção foi a forma de condução do roteiro, cujo argumento chega a ser folhetinesco, mas que as reviravoltas típicas de tal são tão inusitadas, supreendentes e inesperadas (sei lá qual o termo mais adequado) que é difícil não se envolver com os personagens (extremamente cativantes e críveis) e torcer para que as histórias tenham finais felizes, diferentemente do que aconteceria na realidade. É aquela magia que o cinema causa, de vermos na tela um desejo (que é pessoal) ser realizado, já que do lado de cá isso nem sempre é possível. Mas o que o diretor quis não foi realizar na tela os desejos do espectador, e sim mostrar que o importante é tentar.

Até o lugar onde se passa a trama não é sabido em momento algum, justamente pra deixar claro que os casos podem ocorrer em qualquer lugar, ali no vizinho ou aqui em casa.

O cerne comum a todos os personagens é que eles desejam aquilo que não podem ter, mas ainda assim lutam contra o destino. Pessimista o diretor? Nem sempre. Em alguns casos, há cenas de resolução dos problemas tratados, mas em outros, a vida seguirá estagnada. Paciência, a vida é assim e assim pensou o filme o diretor.

Não é preciso elogiar ou criticar este ou aquele aspecto em AzulOscuroCasiNegro. Basta ater-se à história para chegar a conclusão de que trata-se de um filme bem acima da média.

Vale a pena conferir. Nem que seja para fugir da mesmice que Hollywood nos oferece.

Vencedor de 19 prêmios mundo afora, dentre eles 3 Goya (melhor ator coadjuvante, diretor e ator revelação).


Como é um filme difícil de encontrar no Brasil, eis aqui o torrent.

Trailer (sem legendas):

Ficha:

AzulOscuroCasiNegro

(Espanha, 100 minutos, 2006)

Dir.: Daniel Sanchéz Arévalo

Com Quim Gutierrez, Marta Etura, Antonio de la Torre, Héctor Colomé...

Nota: 7,8

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Filmes no Brazil on Screen

Pois é, pessoal. Esse mês de maio está ótimo.

Nessa sexta (15) e sábado (16), não só um como dois (!) curtas que produzi serão exibidos no Brazil On Screen, festival que selecionou 10 curtas de universitários brasileiros para serem exibidos e concorrerem a premiações no Mass Art, em Boston, EUA.

Estou ficando muito chique!

Os filhos são o 32 Mastigadas: 16 N e 16 S, que já contei um pouco sobre ele por aqui e o Ainda Somos os Mesmos, filme no qual assinei a assistência de produção e a pesquisa de imagens de arquivo. Ambos têm Brasília como cenário. O primeiro é um projeto experimental, no qual damos uma abordagem artística e “digestória” da capital federal (idéia da caixola de Maria Vitória Canesin, diretora e roteirista) e o segundo mostra um pouco da relação entre pais e filhos e o ciclo de vida que sempre se repete: pais e filhos, cada qual defendendo seus ideais.

Os dois foram produzidos simultaneamente no primeiro semestre do ano passado e tive a honra de produzir o primeiro e assistir a produção do segundo, pois o resultado de ambos ficou muito bom! É uma satisfação quando tanto trabalho (acreditem, é muito trabalho mesmo!) resulta em produtos tão bons (o que nem sempre acontece).

Como no primeiro post acabei não colocando os nomes da equipe, dessa vez saldarei minha dívida.

E como brinde ainda consegui o trailer do festival para pôr aqui. Boa parte deste é composta pelos dois curtas!

Seguem as fichas técnicas (parte delas, pro post não ficar muito gigante) e o trailer...


Ficha 32 Mastigadas:

direção e roteiro: Maria Vitória Canesin

produção executiva: João Paulo Gomide Reys

direção de produção: Fred Burle

produção: Fred Burle e Luciana Newton

direção de fotografia: Dani Azul e Emília Silberstein

edição: Andréa Nagai

concepção de arte: Tauana Macedo e Maria Vitória Canesin

produção e execução de arte: Natália Pires e Saulo Tomé

figurino e maquiagem: Talita Sá

trilha original: Eduardo Canavezes

assistente de direção: Leonardo Martins

elenco: Antônio de Luna, Laís Bini, Camila Evangelista, Tauana Macedo


Ficha Ainda Somos os Mesmos:

direção e roteiro: Filipe Vianna

produção: Luciana Newton

direção de fotografia: Ivan Gajic

edição: Rafael Lobo

direção de arte: Marcelo Nenevê

trilha original: Eduardo Canavezes

mixagem: Eduardo Ponte

elenco: Eduardo Dutra, Alice Stefânia, Lucas Gabriel dos Santos



Trailer do festival:


Cartas de Iwo Jima

A idéia inicial era fazer um filme sobre o ataque norte-americano às bases japonesas na ilha de Iwo Jima, sob o ponto de vista ocidental, mas logo no começo da produção de A Conquista da Honra, o diretor Clint Eastwood se deu conta de que o outro lado da guerra poderia ser tão ou mais interessante.

Eastwood ousou e resolveu fazer dois filmes ao mesmo tempo, sendo este Cartas de Iwo Jima a visão japonesa da história. O filme é todo falado em japonês, o que confere ainda mais mérito à produção.

A tropa japonesa em Iwo Jima se concentra para o ataque iminente da tropa americana e até esse dia chegar, os soldados são privados de comida e higiene, tendo muitas baixas por problemas intestinais antes mesmo da chegada dos inimigos. Além disso, os planos do general Kuribayashi (Ken Watanabe) geram controvérsias, levando muitos soldados a não acreditarem num possível sucesso na operação, preferindo a “morte honrosa”.

O fio condutor da emoção do filme fica por conta das cartas que um dos soldados escrevia para sua esposa, mesmo sem saber se estas chegariam um dia ao seu destino.

Eastwood dirige com maestria e simplicidade este longa, que conta com boas atuações, roteiro, fotografia e montagem eficientes. O único problema é que o gênero “guerra” já está saturado e este exemplar só escapa do lugar-comum por mostrar o outro lado da moeda.


Ficha:

Cartas de Iwo Jima

(Letters From Iwo Jima, 2006)

Dir.: Clint Eastwood

Com: Ken Watanabe

Duração: 140 minutos

País: EUA

Nota: 7,6


terça-feira, 12 de maio de 2009

Notícias do nosso cinema

O post será mais uma forma de dar sinal de vida e dizer que nessa semana estou com o tempo curto, porque é a semana do mês na qual faço inscrições dos meus filmes e de outras pessoas também. Isso me toma boa parte do tempo, mas a recompensa virá depois!
Mas amanhã já terei post novo de filmes para colocar aqui (e será de um filmaço!)!
Por hora, quero informar-lhes uns dados legais que saíram essa semana sobre o cinema nacional.
Por exemplo: a venda de ingressos em abril subiu mais de 50%, comparando-se com abril do ano passado! Nos 4 primeiros meses, o crescimento na venda dos ingressos é de 30%, também comparado ao mesmo período do ano passado. Nada mal em tempos de crise!
Quanto aos números da semana, infelizmente Star Trek não foi bem nas bilheterias brasileiras, ao contrário do que aconteceu nos EUA, onde o filme arrecadou excelentes 72 milhões de dólares no fim de semana de estréia. Por aqui, o filme levou 134 mil pessoas às 275 salas nas quais esteve em cartaz. Uma péssima média, já que uma boa estréia no Brasil tem média de pelo menos mil pessoas por sala.
X-Men Origens: Wolverine manteve a primeira posição no BO Brasil e levou mais 472 mil pessoas aos cinemas, já beirando a marca dos 2 milhões de espectadores no país.
O mais legal é Divã, que continua fazendo uma galera a prestigiar o cinema nacional e teve mais 120 mil espectadores, no terceiro lugar, totalizando quase 1,1 milhão de pessoas nos cinemas!
A 4ª posição ficou com Velozes e Furiosos 4, com 50 mil pessoas (total de 2,18 milhões). Na 5ª posição está o divertido Monstros Vs Alienígenas, com 30 mil espectadores (total de 1,355 milhão); 6º lugar para Presságio, com 26 mil espectadores (total de 906 mil); em 7º o desenho A Festa do Garfield, com 25 mil pessoas (total de 97 mil); em 8º lugar está a estréia Um Ato de Liberdade, com 20 mil espectadores; em 9º o fracasso retumbante de Renée Zellweger Recém-Chegada, com 18 mil espectadores (acúmulo de apenas 77 mil); e fechando o top 10 está A Montanha Enfeitiçada, com 13 mil de público, totalizando 242 mil espectadores.
É isso!
Abraço a todos e até mais!

sábado, 9 de maio de 2009

Star Trek

Quem for fã de Jornada nas Estrelas, fique à vontade para me corrigir, caso eu esteja errado em algum dado sobre a história. Quem não for, eis aqui o depoimento de um cinéfilo que não assistia a série e nem viu nenhum dos outros 10 (!) filmes baseados em tal.

Em janeiro desse ano, li o preview 2009 na Revista SET e quando vi que teríamos uma nova adaptação com Doutor Spock e cia, imediatamente pensei: “Que saco! Lá vem esse povo querendo nos enfiar guela abaixo e bolso afora mais uma 'reinvenção' medíocre". Fui cético quanto ao filme e já tinha me decidido a não assistí-lo, até que começaram a surgir tantas boas críticas a respeito e J. J. Abrams (o diretor) declarou não ter acompanhado e nem ser fã da série, portanto iria fazer algo que agradasse aos fãs, mas que não excluísse aqueles que nada entendem de Star Trek. Mudei minha decisão. E não me arrependo.

O filme conta a história do começo de tudo (que novidade nas adaptações atuais), quando o jovem James Tiberous Kirk recebe o convite para participar do treinamento para integrar a Frota Estelar. Isso porque ele é filho de George Kirk, o cara que, no dia do seu nascimento, decidiu não vê-lo nascer para salvar milhares de humanos do ataque dos Krigons (ou romulanos, os vilões), sacrificando a própria vida e tornando-se herói. No centro de treinamento, Kirk conhece aquele que será seu maior desafiador: Spock, que decidiu abandonar seu planeta por se sentir rejeitado pelo fato de ser filho de um Vulcano (espécie em extinção) com uma humana. Um é completamente avesso ao outro, mas terão que se aturar em sua primeira missão na nave Enterprise: tentar impedir os romulanos de destruir os planetas com a chamada “Perfuratriz”, parafernália usada para “implodir” os planetas.

O que se vê na telona é um show de efeitos, trilha sonora adequada (reutilizando inclusive a música original), ótima mixagem e edição de som (com ressalva apenas para o som do veículo utilizado por Kirk, extraído por completo de Star Wars), bom elenco e direção.

J. J. Abrams (diretor da série Lost e produtor de Cloverfield) prova que tem feeling para fazer sucesso. Comparando com Watchmen, por exemplo, em que Zack Snyder jogou-nos informações até o fim do filme, sobrepondo algumas e deixando outras cheias de pontas, aqui o diretor soube lidar com o emaranhado de informações, fornecendo-as quase todas no início do filme, mas desenvolvendo-as bastante até o final, quando tudo se amarra, sem deixar o espectador confuso. Além disso, fez e aconteceu na produção, teve quem quis no elenco (descartou Matt Damon para o protagonista, por achar velho demais pro papel) e concluiu o filme sem maiores interferências do estúdio, a Paramount, cuja maior intervenção foi quanto a data de estréia, seguindo o exemplo da Warner (no caso do sexto Harry Potter), adiando de novembro de 2008 para maio de 2009, já que a concorrência no verão desse ano será menor, por causa da defasagem de produção causada pela greve dos roteiristas, no ano passado.

O elenco foi bem escolhido (ao contrário de outro blockbuster da temporada, Wolverine), à exceção do papel de James Kirk (Chris Pine é um cara esquisito, de lábios leporinos que dão agonia, pele originada por vulcões e interpretação mediana), com destaque para os papéis cômicos de Anton Yelchin (russo de sotaque hilário, o mais jovem tripulante da nave Enterprise) e Simon Pegg (o desastrado Scotty, trazido para a nave por Kirk, numa de suas excursões ao futuro), além de Leonard Limoy, obviamente à vontade no papel que até então era só seu, o Dr Spock, que agora o interpreta quando velho, passando sua versão jovem para o estreante em cinema Zachary Quinto.

Ainda é cedo para dizer, mas acho muito difícil que outro filme tome o Oscar de efeitos visuais deste aqui, que são incríveis e com um acabamento invejável (ao contrário de Wolverine, de novo!). A cena de implosão de um dos planetas é belíssima. Fiquei imaginando assistí-la (assim como todas as cenas de galáxia) em 3D, pois amplificaria ainda mais a sensação de êxtase que tive, de ser devorado pela grandiosidade das imagens.

O filme se encerra com o texto que introduzia os capítulos da série e deixa um gosto de “quero mais”.

“Vida longa e próspera”, deseja o velho Dr Spock ao jovem Kirk em certa altura do filme. “Vida longa e próspera”, desejo eu à franquia que se reinicia.


Ficha:

Star Trek

(EUA/Alemanha, 126 minutos, 2006)

Dir.: J. J. Abrams

Com: Chris Pine, Zachary Quinto, Leonard Limoy, Eric Bana, Simon Pegg, Winona Ryder...

Nota: 8,2

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera

Se você está em dias de estresse, nos quais nada te acalma, respire fundo, esqueça (momentaneamente) os compromissos e assista à dica de hoje, que vai para o filme que me proporcionou uma das experiências mais interessantes dentro do cubo mágico.

O filme de título comprido em questão foi dirigido por Kim Ki-Duk (Caza Vazia, O Arco, Time), conceituado diretor sul-coreano, e abocanhou um monte de prêmios em festivais mundo afora.
Retrata a vida de dois monges, um idoso e outro jovem. Tudo o que vemos são as situações vividas por eles em estações e anos diferentes e o ciclo de vida que vai se formando.
"Desamarrar para não morrer e para não induzir à intenção de matar", o que na interpretação do meu português ruim se tornaria “desapegar-se (das coisas materiais) para não sufocar-se e para não corroborar com a selvageria capitalista” : esse é o principal ensinamento budista transmitido pelo longa, que melhor o define.
Apesar de praticamente não ter falas, o andamento do filme não é nada cansativo, pelo contrário, vai-se aos poucos captando a serenidade dos personagens e cada vez mais nos vemos vidrados na tela, na bela fotografia e no desfecho da história.

Nele, o silêncio fala (e muito), mas não fala alto. Fala baixinho, sussurrando belas palavras, nos relaxando até ficarmos bem calminhos e nos colocando num estado “zen” por pelo menos algumas horas depois do término do filme. Ele é o terceiro protagonista do filme.
Como disse Pitágoras, "não existe silêncio, tudo é música na natureza".
Sem dar lição de moral, mas transparecendo e nos fazendo refletir sobre como devemos dar mais valor às coisas simples da vida, sem nos prendermos às matérias deste mundo.
Não que nos fará mudar completamente os hábitos mundanos do ocidente, mas a reflexão paira na mente e isso já é válido.

"Primavera, verão..." contempla a filosofia budista, a paciência e a serenidade. É música silenciosa para nossos ouvidos e nosso corpo.

Trailer do filme:

Bom yeoreum gaeul gyeoul geurigo bom

(Coreia do Sul, 100 minutos, 2003)

Dir.: Kim Ki-Duk

terça-feira, 5 de maio de 2009

32 Mastigadas em Goiânia!

Queridos leitores, o post de hoje será breve e o primeiro de muitos (espero) sobre algo relacionado ao produtor Fred Burle.

É com orgulho (e com o coração partido por não poder estar presente) que anuncio que um dos curtas que produzi, o 32 Mastigadas: 16 N e 16 S, passará nessa quarta-feira, dia 06/05, no 2º MIAU (Mostra Independente do Audiovisual Universitário), que acontecerá no Cine Goiânia Ouro, obviamente em Goiânia, às 19 horas. Mais tarde, às 22 horas, vai rolar também showzinho pra galera e no dia seguinte, às 16:45, também farão um debate com as equipes dos filmes do dia anterior.

“32 Mastigadas” é um filme que mistura conceitos de documentário e vídeo-arte, numa transposição para as telas do sentimento indigesto que pessoas podem ter ao conhecer Brasília, essa sensação de engolir e ser engolido pela capital federal. Captamos lindas imagens da cidade e as intercalamos com cenas de estúdio que fazem essa analogia com os monumentos e tipos contidos nela, culminando num banquete em plena Esplanada dos Ministérios, onde os nossos personagens farão enfim a degustação de elementos da cidade.

Foi o maior trabalho fazer, mas poder contar com uma equipe tão bacana foi um prazer e nossa harmonia só podia resultar num produto de qualidade, do qual tenho o maior orgulho!

E claro, não posso deixar de agradecer àqueles que tornaram possível a realização do curta, que são o nosso patrocinador maior Expand Comércio de Vinhos (vale a pena conhecer. É um restaurante super agradável), o Cine Locações (do querido Naji, que nos apoiou com equipamentos de iluminação), a UnB (que nos deu o cenário todo branquinho que vocês verão no filme e otras cositas más) e a Casa das Artes.

Então, pessoal de Goiás (sei que alguns daí lêem o blog!) que puder ir, vão e não se arrependerão!

O festival recebeu nesse ano 243 inscritos e destes, 47 foram selecionados para compor a Mostra Competitiva, dentre eles o “32”! A cerimônia de encerramento e a entrega dos prêmios serão no sábado, dia 09/05.

Quem quiser mais detalhes sobre o festival, programação, sinopses, etc pode entrar no site do MIAU.

Enfim, estou feliz e nervoso. Torçam por nós!

MIAU pra vocês!

Palavra (En)cantada

Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.

(aplausos) É assim, lindamente, que Maria Bethânia recita Eros e Psique, de Fernando Pessoa, em um dos trechos singelos e agradáveis do documentário Palavra (En)cantada, de Helena Solberg.

Eu não podia deixar de brindar vocês com esse poema, já que nele está contida a alma do filme: a palavra, a poesia, um canto, um amor, uma língua.

Língua essa, coitada, que anda judiada, toda acuada, que de tão maltratada, não sabe mais de nada. Perdeu a identidade, implorando por dignidade. “- Mas o que importa em sua forma, se podem sempre fazer-lhe uma reforma?”

Deixando de lado meus versinhos cafajestes, digo que esta sim, é uma grande homenagem à língua portuguesa, que em todo seu esplendor e grandeza, já rendeu tantos textos e músicas, de belíssima riqueza! (que irritante e contagiante isso de rimar!) Por aqui vou parar. Vamos aos fatos.

Quando li sobre o filme, chamou-se a atenção a quantidade de bons músicos e pensantes que depunham no filme: Chico Buarque, Lenine, Adriana Calcanhoto, Tom Zé, Martinho da Vila, Maria Bethânia, Zélia Duncan, entre outros. Não seria possível que esses artistas, que em sua maioria não gostam de dar entrevistas e não aparecem à toa por aí, colocariam seu nome num produto ruim. Têm eles inteligência para argumentar e contar histórias interessantes sobre quem foi/é a favor ou contra essa mistura de poesia e canção.

Então, o tempo foi passando, o filme já estava em cartaz há dois meses ou mais, o boca-a-boca se fez, um bom público aplaudiu, resolvi finalmente assistir ao filme. Ainda bem que tive esse privilégio de ter 90 minutos tão agradáveis e inteligentes.

A proposta do filme é algo tão abrangente que seria muito fácil resultar em algo perdido em própositos e chato nos depoimentos. O que acontece é que a direção teve coerência nas entrevistas, enriqueceu-se de material e chutou pro montador fazer o gol! Helena Solberg resolveu tratar da relação entre a poesia e a música e a difícil transposição daquela nesta, o que por vezes resulta em algo muito feliz. Fez então, uma viagem na música brasileira, indo de poetas provençais a rappers, da bossa nova ao tropicalismo, do carnaval de rua à nova mpb.

Com uma pesquisa de imagens de arquivo primorosa, Palavra nos traz poetas como Waly Salomão, Hilda Hilst (adoro), Vinícius, Cartola e por aí vai, num misto de saudosismo e contemplação.

Há ainda, depoimentos hilários e (aparentemente) sem pé nem cabeça, de malucos como Lenine, Tom Zé e Caetano Veloso para completar o programa com sorriso no rosto e ouvidos limpos.

Recomendo a todos que gostam de boa música e principalmente, aos que gostam de poesia. Lindo lindo! Sem palavras.

Como disse Tom Zé: “- Uma canção é o inefável!”


Trailer do filme:


Ficha:

Palavra (En)cantada

(Brasil, documentário, 86 minutos, 2009)

Direção: Helena Solberg


Nota: 9,0

domingo, 3 de maio de 2009

Mais Estranho que a Ficção

Como o post de hoje não ficou pronto, resolvi dar início a um projeto meu. Já que a intenção principal desse blog é criar um arquivo de críticas e dicas de bons filmes para vocês assistirem e como quase todos os visitantes deste blog não foram visitantes do meu antigo blog, irei então re-postar algumas das críticas que eu havia escrito antigamente (claro que com a devida revisão, atualização e alguns acréscimos), para enriquecer ainda mais este blog a serviço de vocês, caros leitores!

O primeiro da fila é esse mesmo que o título do post já contou. Enjoy it!

Hollywood é tão carente de profissionais inovadores que quando aparece um mais razoável e promissor logo se forma uma guerra. A disputa à tapa pelo roteirista Zach Helm por praticamente todos os estúdios se deveu à história de Stranger Than Fiction (Mais Estranho Que a Ficção, no Brasil). Formou-se toda uma euforia por seus textos e ele começou a ser rotulado como o novo Charlie Kaufman (autor de roteiros excelentes, como Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, Adaptação, Quero Ser John Malkovich e mais recentemente Sinédoque Nova Iorque).
Seu projeto literalmente stranger foi entregue então às mãos do diretor Marc Forster (de Em Busca da Terra do Nunca, O Caçador de Pipas e 007 Quantum of Solace) e o papel principal caiu no colo do comediante-sem-graça-nenhuma Will Ferrell, tendo no elenco ainda Emma Thompson, Dustin Hoffman, Maggie Gyllenhall e Queen Latifah.
O filme trata de Harold Crick, auditor da receita que checa 140 arquivos por dia para ir atrás dos sonegadores. A vida dele é completamente comum, cronometrada, ele é um sujeito nada interessante e não faz nada além do que a rotina lhe impõe e do que o relógio lhe permite. Numa das cobranças, ele conhece a confeiteira Ana (Maggie Gyllenhall), mulher que não paga seus impostos como forma de protesto. Começa ali uma inusitada relação. Mas sua rotina é forçadamente quebrada quando, certo dia, ele começa a escutar uma voz que narra tudo o que ele faz, o que o leva a crer que ele na verdade é o personagem do livro que a famosa escritora Karen Eiffel (Emma Thompson) está escrevendo. O problema é que Karen tem a fama de matar todos os seus personagens no final, logo, o que pode acontecer ao nosso amigo se ela terminar o livro? Harold procura a ajuda do professor de literatura Dustin Hoffman para resolver a situação.
O desenvolvimento do roteiro é fascinante, contando com uns efeitos visuais bem legais e cleans e as situações propostas são divertidas. Will Ferrell está surpreendentemente bom (talvez no único trabalho descente que já tenha feito), Emma Thompson dá um show (como quase sempre) e nada como algo tão diferente quanto este filme para satisfazer nossa sede de novidade. O roteiro é tão bem escrito que podemos tomar a história por vários ângulos: ela pode ser a história do Harold Crick, mas também pode ser vista como a história da escritora com bloqueio criativo ou mesmo a história do “relógio mágico” e é esse tipo de flexibilidade que torna um conto interessante.
O único fato que causa contradições é mesmo o final, talvez pela inexperiência do promissor roteirista, talvez por imposição do estúdio ou ainda talvez pela vontade do diretor em entregar ao público algo mais crível.
Outra conclusão que cheguei é que pessoas que mexem com arquivos são sempre retratados como pessoas solitárias, sem graça e com a vida regrada e entediante. Posso dizer, pelo meu convívio com diversos arquivistas, que muitas vezes é o que acontece, mas pelo menos os filmes com esses profissionais (Quero Ser John Malkovich, Anti-Herói Americano, além deste) são sempre muito bons, criativos e divertidos! Mas que me declaro e identifico neurótico como Harold Crick, ah, isso sim, declaro!
Enfim, assistam ao filme que vale muito a pena.

E tenham uma boa semana!

Trailer do filme:

Para quem se interessou, aqui está o link para o torrent e legenda do filme.

Ficha:

Stranger Than Fiction

(EUA, 2006, 113 min.)

Dir.: Marc Foster

Com: Will Ferrell, Emma Thompson, Dustin Hoffman, Maggie Gyllenhall, Queen Latifah...


Nota: 8,0

Conheça Lana Wachowsky


Que fique claro que isso aqui não é site de fofocas, mas fiquei tão surpreso com essa notícia que não poderia deixar de contá-la.

O site TMZ divulgou uma foto de Larry Wachowsky, diretor da trilogia Matrix, vestido de mulher no aeroporto de Los Angeles, no último dia 27.

O que dizem é que o diretor teria feito uma cirurgia de mudança de sexo e agora se chamaria Lana.

Desde 2000, quando Larry (ou Lana) se divorciou de sua mulher, com a qual foi casado por nove anos, que boatos sobre seus “costumes esquisitos” não param de pipocar. Na época, ele havia deixado a mulher para viver como “escravo” de uma dominatrix, dona de um sex shop.

Além disso, é de conhecimento geral que Larry era um “cross-dresser”, ou seja, um homem que tem o costume de se vestir de mulher.

Larry se recusa a dar entrevistas para a imprensa.

Só espero que toda essa crise de identidade não afete também o gosto cinematográfico dele, senão, seria desperdiçado um grande diretor e produtor, que além de Matrix dirigiu Speed Racer e produziu o sensacional V de Vingança. Já imaginou esses filmes com uma pitada de feminilidade? Seria um desastre! ehehe

Felicidades a Lana na nova "empreitada"!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

X-Men Origens: Wolverine

Muita gente questionou o motivo pelo qual a FOX resolveu lançar um filme-solo dos mutantes ao invés de fazer outra continuação da franquia. O fato é que havia em jogo questões do próprio show business, que poderiam atrapalhar toda a produção de um X-Men 4: todo o elenco tinha contrato fechado para uma trilogia e como todos sabem, o passe dos atores de uma franquia bem sucedida como essa fica supervalorizado e renegociar todos os salários seria uma dor de cabeça tremenda e o orçamento do filme provavelmente ficaria inviável com tantos altos cachês.

Foi então que Hugh Jackman declarou que gostaria de retomar o personagem que alavancou sua carreira. Assim, o impasse estava resolvido. O estúdio logo providenciou um roteiro que contasse as origens do principal mutante dos quadrinhos e dessa forma, o único grande contrato a ser fechado seria o de Jackman.

Obviamente, isso não impediu que o filme chegasse às telas recheado de outros mutantes, só que agora entram em cena um batalhão de personagens conhecidos nos quadrinhos, mas que em sua maioria não havia aparecido nos outros filmes.

Mas toda essa pressa em arrecadar milhões para os cofres do estúdio provavelmente foi responsável por escolhas bem duvidosas para a produção, a começar pelo diretor sul-africano Gavin Hood (vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro por Infância Roubada), que declarou nunca ter tido interesse pelos quadrinhos e sequer gostava do personagem, mas topou fazer o filme mesmo assim.

O elenco do filme também é repleto de escolhas duvidosas, como Will.I.Am., vocalista do Black Eyed Peas, com uma veia apagadíssima para a atuação, Dominic Monaghan (de O Senhor dos Anéis), que não consegue se livrar do estigma de parecer sempre um hobbit (e nesse caso um hobbit quase autista, deprimente), Ryan Gosling (de Half Nelson), que não convence, e tantos outras más escolhas que permeam o filme.

Fora isso, há defeitos saltando pela tela em vários momentos. Em alguns planos próximos de Wolverine dirigindo uma moto em alta velocidade fugindo de vilões, percebe-se o grave descuido de utilizarem cromaquis descarados e nem darem o devido acabamento aos planos. Há problemas de edição, com cortes abruptos entre uma cena e outra, além de muitos efeitos visuais de segunda categoria, como nas embaçadas cenas do Dentes-de-Sabre perseguindo o jovem Ciclope numa escola ou na cena do mesmo personagem arranhando o carro da “namoradinha” de Wolverine, Kayla Silverfox, na qual é nítida a computação gráfica mal acabada. Percebi nitidamente que a equipe se preocupou em decupar muito bem o filme, que felizmente tem planos claramente influenciados pelos quadrinhos, mas que na hora de sua execução, algo deu errado.

Mas nem tudo está perdido em X-Men Origens – Wolverine. Seu ponto alto está justamente em seu protagonista, com Hugh Jackman cada dia mais à vontade no papel do vingativo mutante de garras de adamantium e num contraponto ideal, em Liev Schreiber, na pele do amargurado Dentes-de-Sabre. A trilha sonora é competente, pulsante e contínua, responsável por não deixar o ritmo cair em vários momentos. A edição e mixagem de som são excelentes e a premissa é densa, não deixando os efeitos e a ação tomarem o lugar da história do homem amargurado, que após ter a infância devastada com o assassinato do pai, é movido por uma força animalesca e parte em busca de vingança, até as últimas consequências.

É um filme divertido, com muita ação, mas que se perdeu em meio à turbulenta produção, prejudicada até seus momentos finais, quando o filme vazou na internet semanas antes da estréia nos cinemas e foi baixado por milhares de pessoas e às pressas, teve ainda que ter a estréia adiada no México, por causa da gripe suína, fato esse que pode também afastar muitos espectadores nos EUA, já que a população por lá tem evitado grandes aglomerações.

Tantos problemas não foram capazes de prejudicar o filme, já que só nas sessões da meianoite, nos EUA, o filme já faturou mais de 5 milhões de dólares, números bem parecidos aos do sucesso Homem de Ferro (2008). Mas bem que numa próxima o estúdio poderia trazer de volta Bryan Synger, diretor dos dois primeiros filmes dos mutantes.

Nota: 6,5

Fonte: Adorocinema

Apenas Uma Vez

Tenho o maior prazer em indicar hoje esse filme que se tornou meu xodózinho do ano passado.

Não só porque é muito bom, mas porque tenho orgulho da forma que ele foi feito.

Em 2005, o diretor John Carney assistiu a uma apresentação da banda The Frames, em Dublin, Irlanda. Gostou da apresentação e pediu então ao líder da banda, Glen Hansard, que compusesse algumas canções, a partir das quais escreveria o roteiro de um filme. Glen o fez e as canções integraram um roteiro de 60 páginas.

John Carney não só teve esse insight como teve também grandes sacadas. Resolveu fazer o filme com um orçamento mínimo, de apenas 150 mil dólares, para não ter interrupções do estúdio e nem compromisso com a bilheteria. A decisão colaborou para o maior trunfo do filme: a simplicidade. Tudo é feito de maneira quase caseira, utilizando câmeras digitais e iluminação artificial mínima, cenários reais (há até uma cena em que crianças curiosas olham para a câmera, para a atriz e vice-e-versa) e muita câmera na mão, podendo acompanhar de bem perto a movimentação dos atores.

Inicialmente, o protagonista do filme seria Cillian Murphy (Café da Manhã em Plutão, Sunshine e Extermínio), mas ele desistiu do personagem e abriu os olhos do diretor para outro fato: ninguém melhor que o próprio compositor das músicas para encarar o personagem e interpretar as canções da maneira que deveriam ser interpretadas. Glen Hansard topou, mas para se sentir à vontade, indicou Marketa Irglova, também cantora (que nunca tinha atuado) e sua amiga, para fazer seu par.

O resultado é um filme intimista, romântico, com lindas canções e conduzido com uma sensibilidade ímpar, que em momento algum apela para os caminhos fáceis do clichê e da pieguice.

Todas as escolhas combinam perfeitamente com a própria história: ele é músico, toca violão nas ruas de Dublin e ajuda o pai em uma loja de conserto de aspiradores de pó. Ela é tcheca, vende flores pelas ruas para sustentar a família e tem o hobby de tocar piano. O acaso une “ele” e “ela” (sim, os personagens não têm nome e acredite, isso não faz a menor diferença) num caminho de auto-conhecimento e paixão pela música, buscando a realização de um sonho, que quase sempre começa de forma caseira e com muita dedicação.

O resultado prova que às vezes muita verba pode atrapalhar o filme e que o que realmente importa é desenvolver um bom trabalho e acreditar naquilo que se faz. O sucesso é consequência disso: o filme teve uma repercussão excelente, arrecadou 138 vezes seu orçamento e ganhou prêmios importantes como o Grande Prêmio do Público no Festival de Sundance, melhor filme estrangeiro no Independent Spirit Awards e Oscar de melhor canção, além de 2 indicações ao Grammy. Até Bob Dylan gostou tanto, que convidou a dupla do filme a fazerem o show de abertura de parte de sua turnê mundial.

Um filme emocionante, feito com coração e que toca justamente lá: no coração.

Para os românticos e sonhadores de plantão.

Nota: 8,5

Trailer do filme:

Para os interessados, segue o link do torrent do filme (extraído do MakingOff) e também da trilha sonora.

Quem preferir alugar, encontrará no dvd alguns bons extras, como o making of, entrevistas e mais sobre os cantores.


Ficha:

Título Original: Once

Direção: John Carney
Tempo de Duração: 85 minutos
Ano: 2006

País: Irlanda


Fontes: Adorocinema, BoxOfficeMojo.

BlogBlogs.Com.Br
 
Linkbão Oi Torpedo Click Jogos Online Rastreamento Correios Mundo Oi oitorpedo.com.br mundo oi torpedos mundo oi.com.br oi.com.br torpedo-online Tv Online torrent Resultado Dupla Sena Resultado Loteria Federal Resultado Loteca Resultado Lotofacil Resultado Lotogol Resultado Lotomania Resultado Mega-sena Resultado Quina Resultado Timemania baixa-facil Link-facil Resultado Loterias