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domingo, 22 de janeiro de 2012

Entorno da Beleza é destaque na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes

Há certos momentos nos quais é difícil ser parcial. E quão grande é minha alegria em apresentar para vocês o “Entorno da Beleza”, documentário em longa-metragem dirigido por Dácia Ibiapina e produzido por este que vos escreve! Depois de um longo caminho percorrido até a sua finalização, o filme terá na próxima quinta-feira (26), dentro da 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes, sua estreia oficial no circuito de festivais e mostras. “Entorno da Beleza” é um dos sete filmes que competem na Mostra Aurora, pelos prêmios da crítica e do júri universitário.

Filmado em Brasília e também nas cidades satélites Recanto das Emas, Sobradinho II, Itapuã e Cidade Estrutural, o documentário revela o universo dos concursos de miss.

Gravado em 2010, ano do cinqüentenário de Brasília, o documentário dirigido pela cineasta e professora Dácia Ibiapina apresenta os bastidores dos concursos de miss realizados no Distrito Federal, com um olhar diferenciado que retrata as belezas e contrastes vividos em um mercado altamente competitivo e cercado de curiosidades.

O objetivo da cineasta era fazer um filme que retratasse o cotidiano da cidade de Brasília e seus arredores (as chamadas cidades satélites), mas o fio condutor deste projeto foi o desenvolvimento de um olhar capaz de desafiar o senso comum, despertando a visão do público para uma Brasília quase desconhecida até então. As histórias têm como fundo os concursos de miss realizados na periferia e revelam em si sentimentos que se completam e contradizem.
Neste universo, tão cheio de belezas, a competição se esbarra com a solidariedade; a alegria de quem vence com a frustação de quem não consegue seguir adiante; o sonho de brilhar na passarela com a vontade de seguir uma profissão; o amor pela família e amigos e a necessidade de deixá-los. Os mesmos corpos que são admirados sofrem com pés machucados, pernas cansadas, procedimentos cirúrgicos agressivos e as dores do dia-a-dia. Entorno da beleza relata os desafios de quem luta para conseguir chegar ao estrelato, nem sempre com sucesso, e, muitas vezes, são obrigados a pagar um preço alto por tudo isso.

O projeto foi criado e desenvolvido por Dácia e conta com uma grande equipe composta por dois diretores de produção, dois diretores de fotografia, dois técnicos de captação de som direto, dois editores, além, de apoiadores e colaboradores. Para a diretora, há ainda muitas pessoas que tratam o assunto com certa indiferença, mas que terão a possibilidade de ver outra vertente do tema, conforme explica: “Muita gente atualmente torce o nariz para esse tipo de evento. Esquecem que as misses estão inscritas no imaginário latino-americano e brasileiro. E o filme deixa isso claro ao abrir com um material de arquivo encontrado da Cinemateca Brasileira, filmado durante o Concurso Miss Brasil de 1954, que elegeu Martha Rocha. Uma temporada de concursos de miss pode ser pensada como um microcosmo social onde se pode observar muita coisa. E é isso que o filme espera de seus espectadores. Mirem-se a si mesmos ao mirarem a beleza e juventude das misses do Distrito Federal.”

Matérias que saíram na imprensa, ficha técnica e outras informações sobre o filme vocês encontram no nosso blog oficial: http://entornodabeleza.com/

Entorno da Beleza será exibido na 15a Mostra de Cinema de Tiradentes no dia 26/01, quinta-feira, às 18h30, no Cine-Tenda, dentro da programação da Mostra Aurora (dedicada a realizadores estreantes ou com apenas um longa no currículo).
 
No dia 27/01, sexta-feira, às 10h30, Dácia Ibiapina participa do Encontro com a Critica, Diretor e Público, no Cine-Teatro.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Brasileiros selecionados para Cannes 2011

Depois da divulgação dos filmes que compoem a Seleção Oficial do Festival de Cannes 2011, em 14 de abril último, hoje foi a vez da Semana da Crítica divulgar seus selecionados.

Fiquei feliz quando vi que o médiametragem “Permanências”, coproduzido pelo meu querido Marcelo Caetano, foi selecionado para a Mostra, que já revelou importantes nomes do cinema mundial como Bertolucci, Jean-Marie Straub, Philippe Garrel, Amos Gitai e Wong Kar Wai.

Já tive a oportunidade de trabalhar com o Marcelo e sei que ele faz por onde ser reconhecido festivais afora e tomara que não seja diferente com este trabalho.

Permanências” é dirigido pelo mineiro Ricardo Alves Junior, de curtas premiados, como “Material Bruto” e “Convite para jantar com Camarada Stalin”. Trata-se de uma obra poética construída a partir da vivência do diretor no conjunto habitacional IAPI, um “navio naufragado no centro de Belo Horizonte.”

A produção foi vencedora do prêmio de melhor filme brasileiro na Janela Internacional do Cinema do Recife.

Além de “Permanências”, o Brasil tem também outros dois representantes em Cannes: o curta “Duelo Antes da Noite”, de Alice Furtado, na mostra Cinefondation; e o longa “Trabalhar Cansa”, de Juliana Rojas e Marcos Dutra, na mostra Un Certain Regard.

O Festival de Cannes acontece entre os dias 11 e 22 de maio e será presidido por Robert DeNiro. As listas completas dos selecionados podem ser conferidas no site do Festival e no site da 50ª Semana da Crítica.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Berlinale Talent Campus conta com brasileiros e esperança de novas parcerias


Um evento paralelo muito interessante começou hoje durante o Festival de Berlim: o Berlinale Talent Campus, evento que reunirá 350 jovens, potenciais talentos de 88 países diferentes, para apresentarem seus filmes e participarem de várias rodas de debates, palestras, workshops e seminários que contarão com a participação dos principais convidados do festival.

É uma oportunidade que o Festival de Berlim abre, para novos cineastas e o público cinéfilo em geral, terem contato com grandes mestres e também de já estabelecerem um network com gente no mesmo estágio profissional.

O Campus permite aos mais criativos jovens da indústria cinematográfica a se unirem e trabalharem juntos durante uma semana em Berlim. Esta colaboração é que põe o Berlinale Talent Campus no topo da indústria cinematográfica mundial”, diz o diretor da Berlinale, Dieter Kosslick.

Três brasileiros foram selecionados e participam do evento: Aletéa Selonk, Rafael Lessa e Daniel Grinspum. Rafael, que já venceu o Teddy Awards no Festival de Berlim de 2008 (prêmio concebido a filmes com temática GLBT), já está em fase de pré-produção do seu primeiro longa, “Greicekelly”, cujo projeto ele trouxe para o evento. O longa será produzido por ninguém menos que Sara Silveira e Maria Ionescu (“Ó Paí, Ó”; “Os Famosos e os Duendes da Morte”).

Rafael Lessa
Acho que vai ser ótimo conhecer cineastas do mundo todo, trocar idéias, ver um bando de filme... Como o projeto também faz parte do Co-Production Market obviamente sonho em encontrar um co produtor Europeu ou Latino-Americano, já que acredito que pela natureza polêmica do longa uma co-produção vai ajudar muito a gente na fase de captação”, disse Rafael, super receptivo com o blog Fred Burle no Cinema e empolgado com a participação no festival.

Além de “Greicekelly”, os projetos de longa “Dois Sequestros”, de Marcos Jorge, e “A Mulher do Pai”, produzido por Aletéia Selonk, também foram selecionados para o Co-Production Market.

Em sua nona edição, o Berlinale Talent Campus tem como título “Framespotting – Cineastas que se Posicionam” e discutirá temas como “filmando a guerra”, “sob os holofotes”, “os segredos dos produtores” e “dirigindo na etapa de pós-produção”. O diretor brasileiro José Padilha é o convidado da palestra “as regras do engajamento”, que acontecerá amanhã (13).

Outros nomes de peso, como Wim Wenders, Heddy Honigmann, Andres Veiel, Michel Reilhac, Kerry Fox, Henning Mankell, Harry Belafonte, Isabella Rossellini, István Szabó, Ralph Fiennes e Edward Lachman também estão entre os convidados do evento, que segue até o próximo dia 17.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cobertura 61º Festival de Cinema de Berlim

Começa nesta quinta-feira (10), o 61º Festival de Berlim, um dos mais importantes festivais de cinema do mundo. A capital alemã se veste de película e toda a população fica em alvoroço em busca de muitos bons filmes – dentre os quase 400 títulos que compõe a programação deste ano – e de poder ver de perto astros do cinema mundial. Só para se ter uma ideia, mais de 32 mil ingressos colocados à disposição do público para o primeiro dia de festival, já esgotaram.

Acontecendo simultaneamente em 41 espaços da cidade de Berlim, o festival promove, em 2011, uma homenagem a Armin Mueller Stahl, que receberá o Urso de Ouro honorário; uma retrospectiva do diretor sueco Ingmar Bergman, com seus filmes sendo sucedidos por conversas com pessoas que participaram das equipes correspondentes; exibições-protesto em favor do diretor iraniano Jafar Panahi, condenado pelo governo iraniano a 6 anos de prisão e 20 anos de afastamento do cinema; sessões de gala de "True Grit", "O Discurso do Rei", filmes em 3D, entre outros; as cobiçadas mostras Panorama e Forum; a Mostra Generation Kplus e 14Plus; o Berlinale Talent Campus; o Teddy Awards; o Berlinale Shorts; e vários outros eventos paralelos. É programação para cinéfilo nenhum botar defeito.

Os brasileiros marcarão presença nas mostras Panorama (com Tropa de Elite 2); Forum (com Os Residentes); Generation 14Plus (com o curta Ensolarado); além de cerca de 50 profissionais de cinema, trabalhando em prol de fechar negócios e firmar parcerias para o cinema brasileiro, através do European Film Market – evento que contará, inclusive, com a presença da cantora Madonna, que exibirá, a negócios, alguns minutos do seu segundo filme como diretora.

Mas as principais atenções estarão voltadas para os filmes que compõe a Mostra Competitiva, com 16 filmes concorrendo ao Urso de Ouro de Melhor e aos Ursos de Prata para outras diversas categorias. O júri deste ano é presidido pela atriz Isabella Rossellini, a produtora Jan Chapman, o ator, produtor e diretor indiano Aamir Khan, a atriz alemã Jena Hoss, o cineasta Guy Maddin e a figurinista Sandy Powell, além de Jafar Panahi, que fora convidado para integrar o júri do festival, pouco antes de sua condenação. Como protesto e em consideração ao diretor, a direção do festival decidiu manter o seu nome entre os jurados desta edição.

O blog Fred Burle no Cinema está presente no festival e trará, a partir de hoje, uma ampla cobertura do festival, falando sobre todos os filmes em competição, os astros que passarem pelo tapete vermelho e um pouco de cada um dos eventos e mostras paralelas do festival. Pipocas em mãos, que a sessão vai começar.


domingo, 5 de dezembro de 2010

Vivendo o outro lado da moeda

Pode parecer estranho para alguns, mas para mim é ótimo ser crítico e produtor ao mesmo tempo. Enquanto dedico boa parte do meu tempo para escrever sobre os filmes dos outros, vez por outra me deparo com uma crítica de algum curta meu.

Acho fascinante como um filme, depois de finalizado e exibido, pode ser interpretado de diversas formas. Para mim, este é um dos grandes baratos da sétima arte.

Após o término do Festival de Brasília deste ano, onde um dos curtas que produzi foi exibido, me deparei com uma crítica deste meu curta, chamado “Procedimento Hassali ao Alcance do Seu Bolso”.

A crítica foi escrita pelo Ciro Inácio Marcondes, crítico e professor de História do Cinema da Faculdade IESB e da UnB. Sua compreensão do filme nem sempre é igual à que intencionávamos passar, ao fazê-lo. Mas isso não importa. O mais interessante é saber que, de alguma forma, despertamos reflexão em alguém, através do nosso trabalho. Nós, da equipe do filme, estamos bem felizes com a recepção que o mesmo tem recebido por onde passa. Transcrevo abaixo as palavras do Ciro:

"Procedimento Hassali, mais um filme da boa safra recente da Universidade de Brasília, é um dos falsos-documentários mais espirituosos e argutos realizados em bandas brasileiras. Pode-se dizer até que nosso cinema 'sério' (tipo cinema novo ou retomada) tem uma pegada pelo épico, pelo trágico, pelo drama. Nosso cinema desprezado (tipo chanchadas ou embrafilme) tem uma pegada pelo deboche, por uma anarquização esculhambada tipicamente brasileira, um bas-fond do estado cinematográfico das coisas. Hassali tem essa última pegada, meio aloprado e marginal, travestido de caretice e 'informação que você pode confiar'.

Assim, numa linguagem perfeitamente jornalística (de almanaque) e com um compromisso documental estilo 'Globo Repórter', somos levados a dezenas de entrevistas a respeito do fenômeno do tal procedimento, que consiste em religar organicamente pais e filhos através de um cordão que sai dos dentes. O absurdo da popularização deste fenômeno vai sendo contado com a eficiência de um jornalismo documental 'ético e comprometido', com planos de transição denunciadores, trilha sonora que dimensiona as emoções, entrevistas com especialistas, pessoas que realizaram o procedimento e o abandonaram, classes sociais distintas, timing de neutralidade, incitação à polêmica e entrevistas calculadamente apressadas, imbecilizantes, pífias.

Diante de uma geração audiovisual aparentemente sem talento para o humor realmente engraçado (já viram os novos programas do Multishow? E da MTV?), os garotos da UnB, num procedimento de negatividade nem tão sutil, acertam em cheio ao virar o jogo contra a estupidez da adesão viral a modas científicas e/ou médicas ignóbeis e sem sentido, assim como ao criticar a suposta neutralidade e incapacidade crítica do jornalismo televisivo e do documentarismo tradicional em geral. Assim como em tantos documentários que vemos por aí, os personagens de Procedimento Hassali nada têm (às vezes literalmente) a dizer, e nesse vazio é que encontramos espaço para o humor e, consequentemente, ao comentário social sagaz."

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Começa nesta terça-feira (23), o 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o festival de cinema mais tradicional do Brasil. A programação se espalha por vários pontos do Distrito Federal e se estende até o dia 30 de novembro.

Este ano, cineastas de todo o país enviaram para a comissão de seleção 36 longas, 122 curtas 35 mm e 301 curtas digital. Só do Distrito Federal foram inscritos 108 filmes; 4 longas, 20 curtas 35 mm e 84 filmes no formato digital.
As produções selecionadas integram várias programações; Mostra Competitiva 35mm, Mostra Brasília, Mostra Petrobras Revelando os Brasis, Festivalzinho, filmes restaurados e produções para a abertura e encerramento do festival.
Dentro da Mostra Brasília está “Procedimento Hassali ao Alcance do Seu Bolso”, curta produzido por mim. Será exibido no dia 24 de novembro (quarta-feira), às 14:30 hs, na Sala Martins Penna do Teatro Nacional.
Durante o Festival, o público poderá estabelecer contato com cineastas, técnicos e realizadores nos debates pós-sessão. Os debates da mostra competitiva 35 mm se realizam a partir das 11h do dia seguinte à exibição de cada filme no Cine Brasília. Os da mostra digital, logo após a apresentação na Sala Martins Pena do Teatro Nacional. Outras formas de participação do espectador são os seminários, oficinas, palestras e lançamentos de filmes, livros e DVD, programados para as dependências do Kubitschek Plaza Hotel, e sempre com acesso livre.
Dentre os seminários, o grande destaque é o seminário “Da juventude transviada à juventude plugada”, com presença dos cineastas Laís Bodansky (“Bicho de Sete Cabeças”; “As Melhores Coisas do Mundo”) e André Klotzel (“Reflexões de Um Liquidificador”).
Este ano, o Festival de Brasília presta homenagem a Carlos Reichenbach, um dos grandes realizadores brasileiros, muitas vezes presente ao evento ora concorrendo, ora na curadoria ou integrando a comissão de julgamento. Dele, será exibido dia 23, na abertura, na Sala Villa Lobos, o filme “Lilian M: Relatório Confidencial, produção de 1974/1975. A sessão é para convidados.
A cerimônia de premiação dos vencedores do 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro ocorre a partir das 20h30, de terça feira, 30, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro, quando será exibido o filme “Os Deuses e os Mortos”, de 1970, dirigido Ruy Guerra, em sessão restrita a convidados.

Mais informações sobre os selecionados e a programação completa estão disponíveis no site do festival: http://www.festbrasilia.com.br

 

domingo, 21 de novembro de 2010

Festival Internacional Kino Olho

Começa nesta segunda-feira (22/11) o Festival Internacional de Cinema Independente (FIIK) 2010, que acontece no Casarão de Cultura de Rio Claro/SP. O FIIK, como o nome já diz, é um festival que objetiva propagar o cinema independente.

Neste ano, 260 filmes foram inscritos, de todos os estados brasileiros e 5 países diferentes. Destes, 40 curtas foram selecionados e serão exibidos até o próximo dia 28 de novembro.

Procedimento Hassali ao Alcance do Seu Bolso”, curta produzido por mim, será um dos exibidos, na sexta-feira (26), às 20 horas, no local já citado acima.

Quem puder comparecer, compareça. Modéstia à parte, vale a pena! A programação completa e mais informações estão disponíveis no site do festival: http://kinoolhofestival.blogspot.com

 

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mostra de SP: Como Terminei Este Verão


Não é preciso histórias mirabolantes para tratar com profundidade os instintos humanos – que o diga o cinema iraniano dos últimos quinze anos.

Numa locação restrita, o diretor Alexei Popogrebsky consegue construir os seus personagens cheios de nuances e os torna tão humanos que causam no espectador, simultaneamente, raiva, desespero, dó, simpatia e antipatia.

Dois homens trabalham numa estação meteorológica russa ilha isolada no Oceano Ártico. Um já se encontra por lá há muitos anos e o outro acabara de ser enviado para ajudar o veterano. A paranoia do novato, de achar que o outro é violento demais para se ficar próximo, o faz esconder notícias que rapidamente se tornam em mentiras, que vão, num crescente constante, afetando a relação dos dois.

Por vezes, a vontade que se tem é de sacudir o jovem, para que ele tome alguma atitude. Em outros momentos, a sensação é de que ele faz a coisa certa, pois não se sabe quais atitudes o misterioso veterano pode tomar se souber a verdade.

Com poucos recursos, a fotografia extrai a crueza necessária do gélido cenário e deixa para o roteiro a tarefa de explorar a densidade dos personagens, resultando num belo ensaio sobre o sentimento de autodefesa do ser humano.

É interessante que não é preciso tirar da manga nenhuma reviravolta para prender a atenção do espectador do começo ao fim. Nem mesmo uma trilha sonora se faz necessária.

Trailer:

(Kakya Provel Etim Letom/ How I Ended This Summer, Rússia, 124 minutos, 2010)
Dir.: Alexei Popogrebsky
Nota 8,0

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Crítica: Exit Through the Gift Shop


Existem questões sobre as quais é difícil opinar. Sobre o que vemos em Exit Through The Gift Shop fica quase impossível não soar egoísta ou hipócrita se tentarmos julgar quem é certo ou errado na história.

Na verdade, não se pode sequer julgá-lo corretamente, pois não se sabe se o filme é um documentário ou um mockumentary. Aliás, duvido alguém apontar indícios certeiros de que este longa não conta uma história real.

Banksy é um dos mais famosos artistas de rua do mundo. Não só pela sua arte contestadora e genial (em sua maioria advinda do grafite), como também pela curiosidade que ele desperta ao nunca ter mostrado o rosto na mídia. São poucos os que sabem quem personifica este nome.

É Banksy quem dirige este filme, no qual ele conta a trajetória de Thierry Guetta, sujeito que se dizia cinegrafista, mas que nunca na vida havia concretizado trabalho algum. Na realidade, Thierry nunca passou de um afissurado por filmagens.

Sem saber da farsa por trás da pessoa, artistas de rua renomados, como Space Invader e Shepard Fairey, se deixaram filmar por Thierry, que pretendia realizar um documentário sobre a arte de rua. Depois de um tempo conquistando a confiança deles, Thierry chegou até Banksy, seu dito maior ídolo, que o convidara para filmá-lo também. Extasiado e lisonjeado, Thierry acompanhou Banksy por muito tempo e filmou tudo o que o idolatrado queria, só que à sua maneira, ou seja, tudo sem o menor critério.

Incentivado a largar o "ofício" de cinegrafista, Thierry passou de espectador a feitor da arte de rua e novamente de maneira picareta e fissurada. Uma loucura que acabou dando certo e embromando muita gente. Sua arte mais que duvidosa rendeu-lhe milhões, porque ele soube se vender.

O processo todo é estapafúrdio e, novamente, nos dá opções de pensamento sobre o assunto: quem foi o inteligente da história? Quem estava certo ou errado – se é que existem estes lados? Thierry é absurdamente esperto ou um louco, babaca e oportunista?

Exit Through the Gift Shop consegue o que é mais difícil: deixar as questões abertas à discussão. A opinião do documentarista existe e podemos captá-la, mas ela é secundária.

Seu maior legado é abrir um infindável e rico leque de reflexões sobre o que é a arte, manifestação de pensamentos que há muito deixara de ter uma definição restrita e bem moldada.

Sobre a veracidade, cada um que decida por si mesmo. Para mim, os fatos se encaixam melhor se pensados como forjados. Mas é mais delicioso e admirável pensá-los como verdadeiros. A ambiguidade pode sim, ser genial!

Trailer:

(idem, EUA/Inglaterra, 86 minutos 2010)
Dir.: Banksy
Nota 9,5


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Vencedores do Festival do Rio 2010

Foi realizada nesta terça-feira (05) a cerimônia de entrega dos prêmios do Festival do Rio 2010.

VIPs” foi o grande vencedor do festival, coroado pelo júri oficial - composto por Gustavo Dahl, Bruna Lombardi, Jorge Sanchez e Léo Monteiro de Barros - com quatro dos prêmios em disputa.

Dirigido por Toniko Melo, o longa foi premiado com o Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem de Ficção e ainda rendeu ao elenco recebeu três dos quatro prêmios da categoria: Melhor Ator (Wagner Moura), Melhor Ator Coadjuvante (Jorge D'Elia) e Melhor Atriz Coadjuvante (Gisele Fróes).

O filme se baseia na história real de Marcelo Rocha, um golpista que usou mais de 15 identidades falsas para enganar o alto escalão brasileiro, fazendo-se passar por herdeiro de uma companhia aérea e coroando seu sucesso de ludibriador no programa de televisão de Amaury Jr. O filme estréia no circuito comercial no dia 25 de março de 2011.

VIPs
O documentário “Diário de Uma Busca”, primeiro longa-metragem de Flavia Castro, levou o Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem Documentário, além de ser eleito melhor filme pelo júri da Fipresci. O filme surgiu da necessidade da diretora em desvendar o desaparecimento de seu pai, militante e exilado político morto em circunstâncias suspeitas na década de 80.

O Troféu Redentor de Melhor Curta-Metragem foi para “Vento”, de Marcio Salem, que conta a história de uma pequena cidadezinha isolada no Brasil que fica sem vento.

O festival concedeu ainda o Prêmio Especial do Júri de 2010 para o curta “Geral”, de Anna Azevedo, sobre os freqüentadores da arquibancada geral do Maracanã.

Charly Braun foi novamente premiado pelo Festival do Rio, recebendo o prêmio de Melhor Direção por “Além da Estrada”, road movie que marca sua estréia na direção de longas.

Karine Teles ficou com o prêmio de Melhor Atriz pelo seu elgiadíssimo trabalho em “Riscado”, de Gustavo Pizzi.

Elvis & Madona
Elvis & Madona”, de Marcelo Laffitte, com seu enredo de lésbicas e travestis, levou o Redentor de Melhor Roteiro. O filme traz Simone Spoladore e Igor Cotrim no elenco e foi um dos mais aplaudidos pelo público.

Adrian Tejido foi vencedor do prêmio de Melhor Fotografia por seu trabalho em “Boca do Lixo”, de Flavio Frederico. Pelo mesmo filme, Vânia Debs levou o prêmio de Melhor Montagem.

O prêmio de Melhor Longa Metragem de Ficção pelo Voto Popular ficou com “O Senhor do Labirinto”, de Geraldo Motta, que levou ao grande público a história de Arthur Bispo do Rosário, artista esquizofrênico que passou 50 anos de sua vida internado em um manicômio, realizando um trabalho artístico com bordados, textos e ready-mades mumificados – objetos enrolados em linhas desfiadas do uniforme hospitalar.

O melhor documentário na opinião popular foi “Positivas”, de Susanna Lira, que aborda o assunto tabu de mulheres casadas soropositivas, muitas das quais contraem o vírus do HIV dos próprios maridos infiéis.

Um Outro Ensaio”, de Natara Ney, ficou com o Troféu Redentor de Melhor Curta Metragem pelo Voto Popular.

O Festival do Rio ainda segue com intensa exibição de filmes até o dia 08/10, quando então começa a semana de repescagem, com a exibição diária de 06 longas destaques do festival, por dia, na sala Estação Botafogo I. A Semana da Repescagem segue até o dia 14/10. Para conferir a programação dos dias restantes de festival, clique aqui.

Fonte: www.festivaldorio.com.br

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Festival do Rio: Alamar

Ao término de Alamar, eu ainda não tinha chegado a alguma conclusão. Não sabia se acabara de assistir um documentário ou uma ficção. Depois de pesquisar, encontrei a resposta: trata-se de uma ficção; o que o torna ainda mais impressionante. Mas o gênero em que se encaixa não é o mais importante.

O garoto Natan é filho de pais que acabaram de se separar e que antes de ficar definitivamente sob a guarda da mãe (italiana), segue com o pai (mexicano), para passar uns dias numa palafita, a fim de ser apresentado intimamente à cultura paterna. Lá, ele conviverá apenas com a beleza marítima e com alguns pouquíssimos pescadores da região.

Não fosse a empatia dos personagens – que possuem os seus respectivos nomes reais – o filme poderia ser um desastre insosso. Mas é difícil não se render à rotina tranquila de pai e filho, às belezas do mar e à contemplação do que há de mais primitivo.

Alamar é como um Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera (Kim Ki-Duk, 2003) e pai, filho e avô são budas mexicanos do mar. A inserção naquele universo pelas imagens deslumbrantes captadas nos impulsiona a imergir na história e nos fazer parte dela, como os documentários observativos de Robert Flaherty.

A câmera participa intensamente da rotina deles e em alguns (poucos) momentos os próprios denunciam a presença dela, como se realmente fossem atores sociais sendo acompanhados por um documentarista. Mas é louvável o esforço em não registrar ângulos repetitivos e fazer “miséria” de posse de tão poucos equipamentos e equipe.

Pedro González-Rubio escreveu, dirigiu, produziu, filmou e montou este filme com notável domínio da técnica. Com uma decupagem excelente, que vai do plongée às zenitais com naturalidade, ele capta a estonteante beleza da região de Chinchorro (atol do mar do Caribe) de maneira que poucos conseguiriam fazer. Fez desta ficção documentário, com maestria.

Ele resume toda a história em uma introdução com fotos e a partir do momento que pai e filho chegam à palafita, tudo o que se sucede é calmo e o pensamento é induzido à reflexão. É a extração de muita informação pelo nada, que muito contém. Filosófico, mas é verdade.

A ode aos pescadores, ao mar e à vida simples impregna e sensação que fica é a de que muita coisa aconteceu em 73 minutos, uma nova experiência foi vivida e o gostinho foi de quero-mais.

Trailer:

(To The Sea, México, 73 minutos, 2009)
Dir.: Pedro González-Rubio
Nota 9,0

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Começa hoje o Festival do Rio!

Hoje começa o Festival do Rio, com mais de 300 filmes sendo exibidos – dentre os quais 60 brasileiros – em uma penca de salas de cinema espalhadas por toda a cidade maravilhosa. Uma oportunidade imperdível para quem gosta de cinema. Ínumeros filmes que com certeza nunca chegarão ao Brasil estão entre as atrações.

A abertura acontece hoje, com a exibição de “A Suprema Felicidade”, aguardado novo filme do Arnaldo Jabor, que depois de duas décadas se dedicando a outras atividades, volta à direção cinematográfica – ainda bem.

Serão duas semanas (de hoje até o dia 07 de outubro) de muita cultura audiovisual, neste que é o maior evento do gênero, na América Latina.

Como alguns filmes estão passando em Berlim, vou tentar, na medida do possível, escrever sobre eles, para dar algumas dicas para quem estiver no Rio nesta época de muita indecisão sobre o que assistir.

A programação completa e mais informações sobres os filmes, locais de exibição e eventos paralelos podem ser encontradas no site oficial do festival: www.festivaldorio.com.br

Sendo assim, bom divertimento para aqueles que puderem comparecer.

P.S.: que vontade de estar aí no Rio por duas semanas!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

37ª Jornada Internacional de Cinema da Bahia

Começa hoje a 37ª Jornada Internacional de Cinema da Bahia, um dos principais festivais brasileiros e o mais tradicional da Bahia. O evento acontece até o dia 16/09 (quinta-feira) e exibirá cerca de 70 trabalhos, entre curtas, médias e longas metragens, vindos de oito (08) países e selecionados dentre mais de 400 inscritos.

Um dos curtas que concorrem ao Troféu Tatu de Ouro foi produzido por mim e chama-se Procedimento Hassali ao Alcance do Seu Bolso, cuja equipe foi composta predominantemente pelos universitários do 6º semestre de Audiovisual da Universidade de Brasília, no final de 2008 – mas só finalizado no início deste ano. Todos nós da equipe ficamos muito felizes e honrados pela seleção, pois sabemos da importância deste festival.

Infelizmente, a programação da Jornada não está bem explicada no site do evento. Por lá não dá para saber em que dia e em qual grupo de curtas o “Hassali” será exibido, mas a querida baiana Amanda conseguiu o horário para mim: será no dia 14 de setembro, às 14 horas, no Teatro ICBA no Corredor da Vitória.

A cerimônia de abertura começa hoje (09), às 19hs, no Cine Glauber Rocha, com apresentação da atriz Ingra Liberato e presença do diretor Zelito Viana (homenageado desta edição) e seu filho, o ator Marcos Palmeira.

Paralelamente, haverão exibições com audiodescrição, oficina de música para cinema, além do Simpósio Internacional “O Cinema em Defesa do Meio Ambiente”, cujos debates e palestras acontecerão no Hotel Sol Victória Marina, no Corredor da Vitória, sempre de 8:30 a 12:30hs.

Mais informações (quase completas), no site oficial: www.jornadabahia.com

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

He Dies At The End


Ele morre no final.
Outro curta que encontrei na internet, dentre os que assisti no Fantasy Film Festival. Chama-se He Dies At The End, que brinca com o suspense feito sobre o óbvio explícito no título.

Este não tem legenda, mas não possui falas, somente cartelas em inglês, bem fáceis de entender. Para ter o efeito desejado, aumentem o volume e assistam em tela cheia.


terça-feira, 24 de agosto de 2010

Fantasy Film Festival em Berlim


Está acontecendo em oito cidades da Alemanha o Fantasy Film Festival, evento que reune obras que tenham alguma dose de fantasia. Em sua maioria, as obras são de suspense e/ou terror, mas também há lugar para românticas como Timer, com Katherine Heigl, no qual uma máquina diz quanto tempo falta para você encontrar a sua “alma gêmea”.

Outros filmes que têm ganhado destaque na mídia são The Human Centipede, Kaboom (retorno do Gregg Araki ao terror), Hybrid 3D, Metropia, The Killer Inside Me e Solomon Kane. São 62 longas e 10 curtas-metragens, exibidos, no caso de Berlim, nos mesmos dois complexos de cinema onde acontece o Festival de Berlim.

Fui conferir uma das sessões e para não errar escolhi a “Get Shorty”, que compilava os dez curtas na mesma sessão. Uma escolha que me dava a certeza de que alguma coisa boa eu assistiria.

Deu para fazer uma análise da nova geração de diretores de terror e a conclusão que cheguei é que todos fizeram do terror uma zombaria e assim se deram quase sempre bem. Mas o mais difícil, que é fazer o terror sério (aquele que realmente dá medo) ao invés do terrir (aquele que faz rir), nenhum conseguiu fazer. Diferente da massa, apenas o curta de encerramento, a animação polonesa The Kinematograph, que nada tinha a ver com terror. Trata-se de uma linda fantasia-romântica-deprê, na qual um cientista do início do século XIX está prestes a inventar o famoso cinematógrafo, mas não quer tornar seu invento público enquanto não conseguir exibir filmes com som e cores. Dirigido pelo indicado ao Oscar, Tomek Baginski.

Abaixo, uma breve descrição dos curtas que eu destacaria, para que vocês possam assistir, quando tiverem oportunidade:

- THE HORRIBLY SLOW MURDERER WITH THE EXTREMELY INEFFICIENT WEAPON (EUA): este é absurdamente engraçado. Uma sátira completa aos trailers de filmes de terror, no qual o narrador introduz o vilão como sendo diferente dos outros, que matam rapidamente, com cajadadas, arrancando os órgãos da vítima, ou decepando-as. Este aqui é “o vilão que mata lentamente”, pois ele usa como arma... uma colher, e demora vinte anos batendo na vítima, até que a mesma faleça. Este é para chorar de tanto rir.

- OMA RENNT (Alemanha): duas velhinhas que se locomovem com o auxílio de um andador disputam uma corrida para ver quem chega primeiro ao banquinho do parque. Simples, objetivo e divertido.

- HE DIES AT THE END (Irlanda): é exatamente o que o título diz. Mesmo já sabendo o final, nossos nervos são testados numa batida brincadeira de dar sustos, mas que neste caso é extremamente bem desenvolvida, especialmente pelo trabalho de som, quesito essencial para que filmes do gênero funcionem.


sábado, 5 de junho de 2010

Festival Varilux de Cinema Francês em 9 capitais brasileiras


Começou ontem e irá até o dia 10/06, o Festival Varilux de Cinema Francês 2010, que exibirá uma seleção de 10 filmes franceses recentes, cuja estreia no Brasil ainda não aconteceu, mas provavelmente irá acontecer. O festival acontece simultaneamente em nove capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife e Fortaleza.

São pré-estreias de luxo, que contam, no Rio e em São Paulo, com a presença de diretores e atores das produções em exibição.

Dentre os filmes, Oceáns, O Pequeno Nicolas e O Profeta são os destaques, na minha opinião. O primeiro é uma superprodução de 80 milhões de dólares, integrante da série de documentários Disneynature, sobre a vida marinha. O segundo é a adaptação do livro homônimo, um sucesso de vendas. O terceiro ganhou o Prêmio Especial do Júri em Cannes 2009, além de nove césares e a indicação para melhor filme estrangeiro no Oscar deste ano.

Não recomendo Coco Chanel e Igor Stravinsky, cuja primeira exibição no Brasil ocorreu em novembro passado, no encerramento do FIC Brasília e não teve boa recepção do público e nem da crítica.

Os outros filmes selecionados são: 8 Dias de Pé, O Dia da Saia, Faça-me Feliz, Hadewijch, O Refúgio e Um Novo Caminho.

O festival é uma realização da Unifrance, com o apoio da Embaixada da França no Brasil e da Delegação das Alianças Francesas no Brasil, que infelizmente não conseguiram negociar ou não negociaram - não sei - um preço mais acessível com os seus "parceiros" exibidores, que têm cobrado o mesmo valor de uma sessão comercial para os ingressos do festival, o que vai impedir muita gente de ver mais filmes do que gostaria/poderia.

A programação de cada capital, os trailers e as sinopses de cada filme podem ser encontrados no site do festival: http://www.festivalcinefrances.com

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Festival de cinema europeu em Brasília


Começou hoje o Festival de Cinema Europeu 2010, em Brasília. Foram escolhidos 17 filmes recentes e 10 clássicos, sob a curadoria de muito bom gosto do Sérgio Moriconi. Os filmes são produções de 15 países da União Europeia, além da Suíça, que entra como convidada.

Tratam-se de filmes de difícil acesso no Brasil. A seleção ficou excelente. 

O festival acontece no Cine Brasília, na 106/7 sul, entre os dias 10 e 20/05. A entrada é franca e a censura é de 12 anos. Imperdível!

Confira os horários e as sinopses dos filmes:

10 de maio – Segunda-feira

19h – Brasília - A Cidade da Alvorada – Suécia, 1959
Direção: Torgny Anderberg
O curta-metragem do diretor sueco Torgny Anderberg retrata uma Brasília ainda em construção, pouco antes da inauguração da nova capital, em 1960.

21h – En La Ciudad de Sylvia – Espanha, 2007
Direção: José Luis Guerín
Um rapaz viaja à cidade francesa de Estrasburgo para uma busca incessante a Sylvia, mulher que conheceu anos antes e por quem se apaixonou.

11 de maio - Terça-feira

16h – Dogville – Dinamarca, 2003
Direção: Lars Von Trier
Dogville é um lugarejo que recebe a visita de uma desconhecida que está fugindo de gângsters. É escondida na cidade e, em troca, trabalhará para os moradores.

21h – Dans la ville blanche – Suíça, 1983
Direção: Alain Tanner
Realizado em grande parte em Portugal, o longa do diretor genebrino não só tenta abandonar a estreita terra natal, como sai do eixo temporal e mergulha nas imagens de Lisboa.

12 de maio - Quarta-feira

16h - Die Sinfonie der Großstadt – Alemanha, 1927
Direção: Walther Ruttmann
Documentário alemão que mostra um dia na vida da metrópole Berlim. O filme inspirou o documentário brasileiro \\\'\\\'São Paulo, a Symphonia da Metrópole\\\'\\\'.

19h - Sommaren med Monika, Suécia, 1953
Direção: Ingmar Bergman
O jovem Henrik se apaixona perdidamente por Monika, e após ser despedido, o casal decide se isolar de todos, fazendo uma idílica viagem de barco pelas ilhas de Estocolmo durante as férias de verão.

21h – Štěstí - República Tcheca, 2005
Direção: Diretor Bohdan Slama
Três amigos que cresceram no mesmo subúrbio de uma pequena cidade industrial da República Tcheca, lutam, cada um a sua maneira para sobreviver.

13 de maio – Quinta-feira

16h – Dvě města – República Checa, 1964
Direção: Jaroslav Šikl
O documentário mostra o Rio de Janeiro e os primeiro anos da vida e construção de Brasília.

19h – Flammen & Citroen – Dinamarca, 2008
Direção: Ole Christian Madsen
Flammen e Citronen são os nomes de código de dois assassinos dinamarqueses incumbidos de matar todos aqueles que colaboram com o exército alemão.

21h – Nordrand – Áustria, 1999
Direção: Barbara Albert
Viena, 1995. Cinco jovens refugiados da antiga Iugoslávia se encontram várias vezes e se afastam. Estranhos em uma terra estranha, agarram-se a amizades e relacionamentos sem futuro.

14 de maio – Sexta-feira

16h - O Costa do Castelo – Portugal, 1943
Direção: Arthur Duarte
Nesta famosa comédia, um jovem de boa condição social aluga um quarto na humilde e simpática casa onde mora a jovem empregada bancária que o enfeitiçou.

19h – De Zaak Alzheimer – Bélgica, 2003
Direção: Erik Van Looy
Dois dos melhores detetives da polícia da Antuérpia se confrontam com o desaparecimento de um oficial de alto escalão e a morte de duas prostitutas.

21h – Gente di Roma – Itália, 2003
Direção: Ettore Scola
Scola retrata uma metrópole capaz de abrigar todos aqueles que nasceram na cidade e os que a escolheram como seu lar adotivo.

15 de maio – Sábado

16h – Bienvenido Mr. Marshall – Espanha, 1952
Direção: Luis García Berlanga
Em tom de sátira e crítica, o filme trata da situação política e econômica da Espanha na época do “rodatge”, fato inédito na filmografia espanhola até então.

19h – Sztuczki – Polônia, 2007
Direção: Andrzej Jakimowski
Filme autobiográfico, conta a história de Stefek, um menino de 6 anos, e sua irmã, Elka de 17 anos, que acreditam que o destino pode ser conduzido pelos truques.

21h – Kohtaamisia – Finlândia, 2009
Direção: Saara Cantell
Um filme sobre escolhas e decisões. Sete episódios sobre sete mulheres e sete histórias, que se ligam em momentos diários, retratando a vida contemporânea.

16 de maio – Domingo

16h – Play Time – França, 1967
Direção: Jacques Tati
Na Paris de Tati, os edifícios são sinteticamente iguais, as novidades eletrônicas assustadoras e locais como Torre Eiffel e Arco do Triunfo são apenas vistos por reflexos nas portas de vidro.

19h - 24h Party people - Inglaterra, 2002
Direção: Michael Winterbottom
O filme aborda a cena punk com festas para bandas independentes, onde aparecem os nomes Joy Division, A Certain Ratio, Vini Reilly e Durutti Column.

21h - Bienvenue chez les ch\\\'tis – França, 2008
Direção: Danny Boon
Para agradar a esposa, marido monta uma fraude para obter uma transferência para a Côte d´Azur (a Riviera Francesa), mas é desmascarado.

17 de maio – Segunda-feira

19h – Dot.com – Portugal, 2007
Direção: Luís Galvão Teles
Águas Altas, uma pequena aldeia no interior de Portugal, vira notícia quando uma multinacional tenta fechar o site da aldeia por ser homônimo de uma marca de água potável que será lançada no mercado.

21h – Berlin is in Germany – Alemanha, 2001
Direção: Hannes Stöhr
Quando Martin, um cidadão da antiga República Democrática Alemã, é libertado da prisão, depara-se com as consequências da reunificação alemã.

18 de maio – Terça-feira

19h – Brussels by Night – Bélgica, 1983
Direção: Marc Didden
Um homem viaja à Bruxelas e conhece certas pessoas com as quais decide passar alguns dias. Quando todos partem para uma viagem a Ronquières, cessam-se todos os tipos de frustrações.

21h – Let the Right one in – Suécia, 2008
Direção: Tomas Alfredson
Aterrorizado por valentões, o solitário Oskar, de 12 anos, faz amizade com a nova vizinha, uma misteriosa jovem cuja chegada coincide com uma série de horríveis mortes e ataques.

19 de maio – Quarta-feira

19h – Roma – Itália, 1972
Diretor: Frederico Felinni
Um passeio pela capital italiana sob o olhar cínico e peculiar do famoso diretor, que mistura passagens autobiográficas com cenas do cotidiano de Roma.

21h - Dejiny Varenia – Eslováquia, 2009
Direção: Peter Kerekes
Os personagens principais são cozinheiros do exército que têm o poder de afetar o humor e as ações dos soldados e influenciar a história através de suas colheres.

20 de maio – Quinta-feira

16h – Home – Bélgica, 2008
Direção: Ursula Meier
Na beira de uma estrada desativada há uma casa isolada onde vive uma família. A inauguração da nova auto-estrada é anunciada e os trabalhos recomeçam.

19h - Shouf Shouf Habibi – Países Baixos, 2004
Direção: Albert Ter Heerdt
Abdullah tem 20 anos e mora nos Países Baixos com os pais marroquinos. Seu maior sonho é se tornar um astro árabe de Hollywood, mas tem que se contentar com um emprego num escritório.
Organização: Presidência Espanhola da União Europeia - (61) 3701 1677
Curadoria: Sergio Moriconi - (61) 9974 1685
Apoio: Delegação da Comissão Européia, representações diplomáticas dos países membros da União Européia em Brasília e Secretaria de Cultura do Distrito Federal

Local: Cine Brasília - SCLS 106/107 - Asa Sul - 
Preço inteira: Entrada gratuita
De: 10/05/2010
Até: 20/05/2010

Fonte: CorreioWeb
 
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