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domingo, 6 de janeiro de 2013

Os Melhores Filmes de 2012


Mesmo há muito tempo sem poder escrever para o blog, ainda sinto falta do contato com os leitores. Infelizmente, foi uma consequência que os estudos trouxeram. Fico, entretanto, muito feliz em receber comentários e e-mails até hoje, de pessoas que ainda usam o blog como ferramenta de procura de referências. Alguns textos são discutidos até hoje e outros já foram até citados em monografias!

O tempo continua pouco para o blog, mas no fim do ano fiz a minha tradicional lista dos melhores filmes e resolvi agora postá-la, com uma certa dose de saudosismo e vontade de receber os comentários de vocês, meus queridos leitores.

Será uma lista somente, sem ressalvas, comentários ou explicações. Apenas algo para compartilhar com vocês, que podem confiar (ou não) no meu gosto e procurar assistir estes filmes incríveis que vi em 2012. Nem todos foram lançados no Brasil, mas estes ficam então como dica para as próximas visitas ao cinema. Também não estranhem que filmes como “O Artista” e “A Separação” não estejam aqui. Eles já estiveram na lista dos melhores de 2011.

Enfim, desejo a todos um ótimo 2013 e que nos vejamos em breve! Com vocês, os 40 melhores filmes de 2012...



(The Perks of Being a Wallflower, EUA, 102 minutos)
Dir.: Stephen Chbosky

(Sound of Noise, Suíça/França, 102 minutos)
Dir.: Ola Simonsson, Johannes Stjärne Nilsson

38) Valente
(Brave, EUA, 93 minutos)
Dir.: Brenda Chapman, Mark Andrews

(Serbuan maut, Indonésia/EUA, 101 minutos)
Dir.: Gareth Evans

(L'Enfant d'En Haut, Suíça/França, 91 minutos)
Dir.: Ursula Meier

35) A Fada
(La Fée, França/Bélgica, 93 minutos)
Dir.: Dominique Abel, Fiona Gordon, Bruno Romy

(Into the Abyss, EUA/UK/Alemanha, 107 minutos)
Dir.: Werner Herzog

33) A Busca
(idem, Brasil, 90 minutos)
Dir.: Luciano Moura

(Ang babae sa Septic Tank, Filipinas, 87 minutos)
Dir.: Marlon Rivera

(idem, EUA, 94 minutos)
Dir.: Wes Anderson

(My Week With Marilyn, UK/EUA, 99 minutos)
Dir.: Simon Curtis

29) Drive
(idem, EUA, 100 minutos)
Dir.: Nicolas Winding Refn

28) Amor
(Amour, França/Alemanha/Áustria, 127 minutos)
Dir.: Michael Haneke

(We Need to Talk About Kevin, UK/EUA, 112 minutos)
Dir.: Lynne Ramsay

(idem, Brasil, 90 minutos)
Dir.: Eduardo Coutinho

(Young Adult, EUA, 94 minutos)
Dir.: Jason Reitman

(The Cabin in the Woods, EUA, 95 minutos)
Dir.: Drew Goddard

(The Hunger Games, EUA, 142 minutos)
Dir.: Gary Ross

22) Xingu
(idem, Brasil, 104 minutos)
Dir.: Cao Hamburger

(En kongelig affaere, Dinamarca/Suécia, República Tcheca, 137 minutos)
Dir.: Nikolaj Arcel

(Oslo 31th August, Noruega, 91 minutos)
Dir.: Joaquim Trier

(idem, Suíça/França/Alemanha, 90 minutos)
Dir.: Manuel von Stürler

18) Rebelle
(idem, Canadá, 90 minutos)
Dir.: Kim Nguyen

17) Parada
(Parade, Servia/Eslovênia/Croácia/Montenegro/Macedônia, 115 minutos)
Dir.: Srdjan Dragojevic

(idem, Brasil/Espanha/Alemanha, 90 minutos)
Dir.: Helvécio Marins Jr, Clarissa Campolina

(Joven y Alocada, Chile, 96 minutos)
Dir.: Marialy Rivas

(The Descendants, EUA, 115 minutos)
Dir.: Alexander Payne

(De Rouille et d'Os, França/Bélgica, 120 minutos)
Dir.: Jacques Audiard

(Le Gamin au Velo, Bélgica/França/Itália, 87 minutos)
Dir.: Jean Pierre Dardenne, Luc Dardenne

(idem, Japão, 110 minutos)
Dir.: Naomi Ogigami

(Da-reun na-ra-e-seo, Coreia do Sul, 89 minutos)
Dir.: Sang-soo Hong

9) Looper
(idem, EUA/China, 119 minutos)
Dir.: Rian Johnson

(Halt auf freier Strecke, Alemanha/França, 110 minutos)
Dir.: Andreas Dresen

(Mientras Duermes, Espanha, 102 minutos)
Dir.: Jaume Balagueró

(Your Sister's Sister, EUA, 90 minutos)
Dir.: Lynn Shelton

(La Guerre est Déclarée, França, 100 minutos)
Dir.: Valérie Donzelli

(idem, Brasil, 131 minutos)
Dir.: Kleber Mendonça Filho

(idem, França/Alemanha, 115 minutos)
Dir.: Leos Carax

2) Tabu
(idem, Portugal/Brasil/Alemanha/França, 118 minutos)
Dir.: Miguel Gomes

(Beasts of the Southern Wild, EUA, 93 minutos)
Dir.: Benh Zeitlin


sábado, 15 de setembro de 2012

Crítica: Gates of Heaven

 Este filme envolve histórias interessantes dentro e fora dele: Errol Morris, o diretor, nunca tinha pensado em fazer filmes. Era tido como um cara muito inteligente, mas que não conseguia concluir nenhum projeto. Começou a faculdade de História, não terminou. Depois partiu para a Filosofia, mas também abandonou o curso. Em decorrência por sua paixão por filmes noir e por Hitchcock, decidiu ir para Wisconsin, investigar a vida do serial killer Ed Gein – aquele que deu origem ao clássico Psicose, de Hitchcock. A intenção era escrever um livro, mas àquela época ele já considerava que aquilo poderia virar um filme. O projeto também nunca foi concluído.

Foi então que o diretor alemão Werner Herzog, amigo de Morris, foi até Wisconsin e entregou-lhe um envelope com 2 mil dólares, com um desafio: que Morris prometesse pegar o dinheiro e fazer um filme. Caso o mesmo fosse concluído, Herzog comeria o próprio sapato, que usava na ocasião.

Errol, ao ler uma nota de rodapé de jornal, sobre a falência de um cemitério de animais em Los Altos, na Califórnia, resolveu fazer um filme sobre aquele lugar e sobre o novo lugar de estadia dos 450 caixões de animais que lá se encontravam. O projeto não só ficou pronto, como obrigou Herzog a cumprir a tal promessa, que acabou servindo como protesto por Morris não conseguir distribuição, como também gerou um curta bizarro e sensacional, Werner Herzog Come Seu Sapato. A distribuição para Portais do Céu, depois de tal “protesto”, não demorou a sair.

O resultado é que Portais do Céu não só foi tido (merecidamente) como um dos melhores filmes de 1978, como também marcou o início da carreira de Morris, que mais tarde ganharia o Oscar de melhor documentário por The Fog of War (2004), além de também dirigir obras aclamadas, como The Thin Blue Line – considerado um dos melhores da história – e Procedimento Operacional Padrão (2008).

Este é um documentário cru, com câmeras estáticas e quase imparcial. O diretor simplesmente registrou os acontecimentos, não usou recursos opinativos, como a voz em off, e deixou com que seus personagens falassem o que quisessem, desde questões práticas sobre os cemitérios, até questões filosóficas, críticas ao american way of life ou simplesmente sobre a saudade e o valor dos bichinhos de estimação para os seus donos. Tudo sem maiores julgamentos. É, inclusive, muito fácil um grupo assistir ao filme e cada um ter uma opinião diferente sobre ele e sobre seus retratados.

Bem quadrado, é verdade, mas honesto e muito interessante.

Trailer: 


(Gates of Heaven, EUA, 82 minutos, 1978)
Dir.: Errol Morris
Nota 8,0

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Crítica: Confessions


Ah, o Japão e suas histórias de vingança! Talvez só a Coreia do Sul consiga fazer concorrência com eles neste segmento.

Confessions é um grande exemplar de filme de vingança. Está tão à frente do que costumamos ver que pode até ser comparado com as melhores (ou seriam piores?) tragédias gregas, com toda a sua complexidade, muitas histórias e substanciosos personagens e um requinte de crueldade de dar medo.

Não deixa de ser também um espelho frio de uma sociedade deprimida, que convive com casos de bullying e violência juvenil tão rotineiramente que é preciso veículos assim para fazer parar para pensar e não deixar que isso se torne algo banal.

Confessions vai fundo na análise psicológica de vários personagens, em sua maioria jovens sofrendo de solidão, necessidade de atenção, falta de perspectiva, desvio de valores ou simplesmente ignorância e/ou alienação.

A professora Moriguchi (Takako Matsu) decide sair da escola onde trabalha, mas não sem antes pôr em execução um minucioso plano de vingança contra aqueles que mataram sua filha de quatro anos. No último dia de aula, ela resolve contar aos alunos a verdade sobre os fatos, revela que os assassinos de sua filha estudam naquela classe e explica com frieza o que fez/fará para dar-lhes o troco.

A isto são dedicados os primeiros vinte minutos de película e o que se sucede são as confissões de seis alunos, que ajudam a montar não só o quebracabeças dos fatos, como também a revelar as motivações emocionais de cada um para chegar a tal ponto. São camadas e mais camadas a serem reveladas, num tom épico em slow motion, acompanhado de um trilha sonora ora melancólica ora depressiva, mas nunca desesperada – como se a intenção fosse nunca perder o controle e corroer lentamente os personagens, assim como esclarecer o espectador a conta-gotas.

A fotografia é um espetáculo à parte, de um azul escuro ressaltado e muito gélido, além da execução da concepção de cenas e cenários de um lirismo único.

O filme do diretor Tetsuya Nakashima (de Kamikaze Girls) talvez só peque pelo exagero, no roteiro e nas interpretações, o que é até normal em produções japonesas. Mas mesmo assim é possível enxergar em suas hipérboles verossimilhança e uma crítica feroz a uma sociedade que caminha para o abismo. Caminho que só será interrompido quando se deixar de pagar sangue com sangue.

Trailer:


(idem, Japão, 106 minutos, 2010)
Dir.: Tetsuya Nakashima
Com Takako Matsu, Yoshino Kimura
Nota 8,5

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Crítica: También la Lluvia


Paul Laverty, roteirista de quase todos os filmes de Ken Loach – inclusive do hilário e surreal À Procura de Eric, trabalhou durante anos numa história sobre os primeiros anos de Colombo na América, até perceber que poderia fazer algo mais interessante e novo, trazendo o tema da exploração das terras por terceiros e a resistência dos nativos indígenas para os tempos recentes.

Encontrou na Guerra da Água em Cochabamba, em 2000, o perfeito exemplo de resistência civil à privatização do bem mais valoroso à população. O resultado do esforço de criatividade foi um roteiro complexo, de trama intrincada e multifacetada.

Uma equipe de filmagem chega à região de Cochabamba para filmar uma adaptação da história da chegada de Colombo às Américas e como a produção intenciona ser realista, precisam formar o elenco com moradores locais. Por insistência do diretor Sebastian (Gael Garcia Bernal), o produtor Costa (Luis Tosar) contrata Daniel (Juan Carlos Aduviri) para um dos papéis principais do filme. O espírito de liderança de Daniel poderia ajudar a equipe a lidar com os muitos amadores do elenco, mas o problema é que Daniel não é líder só no set de filmagens. Ele é também o líder (arisco) de uma revolta civil prestes a estourar na cidade, contra a tal privatização da água.

O diretor teve de lidar com três filmes em um: o filme sobre a privatização da água em Cochabamba, o filme que reconta a história da chegada de Colombo analogicamente e o filme sobre o filme. Para este último caso, ele ainda utiliza de meta-metalinguagem, ou seja, um making of sobre o filme do filme, utilizado para explicar os personagens. Complicado, mas fácil de entender quando se assiste.

Complicado talvez tenha sido para Eva Leira e Yolanda Serrano, as diretoras de elenco, ter de lidar com tantos atores sociais, mas ou elas fizeram isso muito bem ou deram muita sorte, porque os moradores da região atuaram excepcionalmente bem, ao lado de duas grandes atuações profissionais como a do Gael Garcia Bernal e principalmente de Luis Tosar, incrível como o produtor Costa.

Costa que é, na verdade, o coração do filme. Não à toa é o produtor. É ele quem tem que tomar as decisões mais difíceis, assim como tem a relação mais próxima com a população e, por isso, também se envolve mais nos conflitos e com as pessoas, emocionalmente. Pode até ser estereotipado, mas aqui cada um exerce a sua função e Icíar Bollaín (o diretor real) o faz com fidedignidade.

Com suas semelhanças com a saga épica do Fitzcarraldo de Werner Herzog, Também a Chuva é uma megaprodução espanhola, merecedora da escolha daquele país para ir ao Oscar deste ano e, apesar de contar com concorrentes fortes, não deixou de merecer também o prêmio do público no Festival de Berlim.

Trailer:

(También la Lluvia, Espanha/França/México, 103 minutos, 2010)
Dir.: Icíar Bollaín
Com Gael Garcia Bernal, Luis Tosar
Nota 8,5

sábado, 3 de setembro de 2011

Crítica: Um Conto Chinês


É difícil acreditar que uma história é baseada em fatos reais, quando sua sequência inicial trás uma vaca caindo do céu, mas isso é só o começo e Um Conto Chinês se faz crível (quase) do começo até (quase) o fim.

O maior sucesso argentino do ano – com mais de um milhão de espectadores naquele país – tem como protagonista Ricardo Darín, o figurinha carimbada nos filmes dos hermanos – assim como o Brasil tem Wagner Moura e Selton Mello, a França tem Gerard Depardieu e por aí vai. Mas Darín tem uma vantagem em relação a seus equivalentes: o bom gosto aliado à sorte nas escolhas dos roteiros. Ele dificilmente erra o tiro e desta vez não foi diferente.

O dono de uma casa de ferragens (Darín) leva uma vida pacata, até que sua rotina (e seus nervos) é alterada com a chegada de um chinês desconhecido. As situações que se sucedem deixam o ferreiro sem escolha. Ele precisará ajudar o oriental a encontrar o tio, que mora há alguns anos em Buenos Aires.

A premissa do choque de culturas e aprendizado através da convivência forçada é surrada e há que se dizer que já foi melhor utilizada em outros filmes, como os recentes Goodbye Solo e O Visitante. A linha narrativa é quase a mesma, só que com menos graça e simpatia. É bem verdade que o longa obtém êxito na transferência da sensação de incomunicabilidade, especialmente pela opção em não legendar as falas em mandarim, mas esta opção acarretou na desvantagem de se construir um personagem que deveria ser o contraponto do argentino ranzinza num personagem apático, irritante e, por vezes, burro.

Mesmo assim, existem pontos que prendem a atenção. Seja a história leve e despretensiosa, sejam os quesitos técnicos bem cuidados, como a fotografia de enquadramentos variados e a trilha harmônica, que só entra em cena em momentos oportunos, a concentração é mantida até um momento crucial, no qual uma única cena nos arrebata e nos faz entender o porquê da escolha por filmar esta história. Amolece o coração para as sequências restantes, cheias de suavidade e bons sentimentos.

Por mais que não se trate de uma obraprima, os nossos vizinhos podem se orgulhar de ter um filme bacaninha como o seu grande sucesso do ano. 

Trailer:

(Un Cuento Chino, Argentina/Espanha, 93 minutos, 2011)
Dir.: Sebastian Borenzstein
Com Ricardo Darín, Ignacio Huang
Nota 7,0

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Crítica: o primeiro 3D pornô não é pornô


No Fantasy Film Festival que aconteceu em Berlim entre os dias 16 e 24 deste agosto e agora segue em outras seis cidades alemãs, umas das maiores atrações é o rotulado “primeiro filme pornô em 3D” no mundo, "3D Sex and Zen - Extreme Ecstasy". A curiosidade do público ficou ainda maior por causa do seu país de produção, a China. Oras, um dos países com censura mais pesada no mundo ser pioneiro num gênero que dá arrepios em pudicas e repressores da liberdade de expressão é no mínimo inusitado.

Pois hei que fui conferir a tal sessão do filme que já é o maior sucesso de público na China e tem conseguido artigos no mundo inteiro. Que algo tosco vinha pela frente, isso era esperado. Mas a expectativa de que a experiência poderia ser no mínimo interessante desceu ladeira abaixo já nos primeiros 10 minutos. Ali já dava para perceber que o filme não tem, na verdade, nada de pornô. Perde feio pra qualquer porno-soft Emmanuelle.

O orçamento gigantesco de 4,5 milhões de dólares de nada serviu. A sincronização e áudio é horrorosa, não existe um “ator/atriz” que se safe da interpretação medíocre, os cenários pavorosos e o roteiro – que na verdade não existe – são de arrepiar até os cabelos do pé.

Mas a grande causa de aborrecimento naqueles que pagaram caro – cerca de 30 reais o ingresso – esperando ver a inovação pornô em 3D é a falsa propaganda em torno do filme. Ele simplesmente não é pornô, nem soft nem explícito! Não há sequer uma cena erótica, apenas piadas grotescas em nível de Casseta e Planeta acerca de impotência e tamanho de órgãos sexuais. É uma comédia das mais bizarras, com alternâncias com o terror tipo Z, cheio de sangue, pernas, peitos e pintos de borracha sendo cortados a todo instante, acompanhados por gritinhos histéricos das chinesinhas e as caras e bocas irritantes dos aspirantes a ator.

Não fosse o marketing extremamente picareta, talvez o público não sairia frustrado. Os elementos cômicos existem – poderiam ser muito mais – e é possível dar umas risadas em momentos em que o filme só se preocupa em ser besteirol. Mas isso dura pouco. Depois de meia hora de película, o sangue toma conta e aí não sobra ponto positivo para ser ressaltado.

Se você aí quer assistir ao primeiro pornô 3D da história, espere então por Calígula, que está sendo refilmado pelo diretor Tinto Brass, o mesmo responsável pela versão original com Malcolm MacDowell e também pelo clássico Monella – a Travessa.

Por ora e se por acaso este tal chinês chegar ao Brasil, é melhor poupar o seu rico dinheirinho.

Trailer:

Dir.: Christopher Sun
Nota 3,0

 
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